Reunião discute orientações para filhos separados pelo isolamento de pacientes com hanseníase
Reunião acontece no teatro do Hospital Geral da Mirueira em Paulista
Uma reunião na manhã desta quarta-feira (19) discute orientações para filhos separados pelo isolamento compulsório de pacientes com hanseníase em Pernambuco.
Quem organiza o momento é o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) Nacional, Morhan Núcleo-Jaboatão, e a Secretaria de Atenção Primária a Saúde (SAPS), do Ministério da Saúde.
A reunião acontece no teatro do Hospital Geral da Mirueira em Paulista. O objetivo é orientar esses filhos sobre a documentação necessária e preenchimento dos requerimentos para solicitação da pensão.
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O evento conta com as presenças dos assessores do gabinete da Secretaria de Atenção Primária a Saúde (SAPS), do Ministério da Saúde, Artur Custódio e Dr. Marcos Pedrosa, o Defensor Público Federal Dr. André Carneiro Leão, a coordenadora do Morhan Jaboatão, Pollyane Medeiros, a vice-coordenadora do Morhan Jaboatão, Stephannie Medeiros e Rosângela Medeiros parte da coordenação do núcleo.
O Morhan tem 43 anos de atuação para a eliminação da hanseníase e do preconceito. Luta também pela garantia dos direitos humanos das pessoas afetadas pela doença e seus familiares. A militância nasceu vinculada às comunidades das antigas colônias de isolamento das pessoas afetadas pela doença - que ainda estavam ativas em 1981.
Hoje, o Morhan integra os conselhos nacionais de Saúde, de Direitos da Mulher, de Direitos das Pessoas com Deficiência e dos Direitos Humanos. Com cerca de 3 mil voluntários e de 70 núcleos em todas as regiões do país, o movimento segue lutando por uma profunda transformação social.
O que é hanseníase
A hanseníase é uma doença infecciosa que afeta a pele e os nervos. Com o tratamento adequado, a partir da medicação e acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades de saúde de todo país, há cura.
Hanseníase é uma doença infecciosa que afeta a pele e os nervos. - Foto: SMS Mesquita/RJA transmissão se dá pelo contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento, afetadas pela doença na sua forma multibacilar. A partir do início do tratamento, a doença deixa de ser transmissível.
São sinais e sintomas da doença: manchas (esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas) na pele com mudanças na sensibilidade à dor, térmica e tátil; sensação de fisgada e formigamento ao longo do trajeto dos nervos dos membros; perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração; pele seca; inchaço nas mãos e nos pés; inchaço e dor nas articulações; redução da força muscular nos locais em que os nervos foram afetados; dor e espessamento dos nervos periféricos.

