Orixás em quadrinhos por financiamento coletivo

A primeira edição, a ser lançada neste primeiro semestre, foi viabilizada por financiamento coletivo

Tatiana NotaroTatiana Notaro - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

A ideia para o projeto começou em 2014, quando Hugo Canuto, ainda como arquiteto, acompanhou ações de preservação do monumento Pedra de Xangô, na Bahia. “Já havia a vontade de contar uma trama que abordasse a cultura Afro-brasileira e cheguei a escrever o argumento”, explica ele à coluna.

Foi o início do projeto “Contos de Òrum Àiyè”, parceria de Canuto com os artistas Marcelo Kina e Pedro Minho, que conta a saga dos orixás em quadrinhos, cujo roteiro é fruto de informações precisamente pesquisadas. A primeira edição, a ser lançada neste primeiro semestre, foi viabilizada por financiamento coletivo, no site Cartase.me, e já na primeira semana atingiu a meta inicial de R$ 12 mil.

“Surpreendidos, fomos atrás das metas estendidas para ampliar a qualidade do material a ser publicado, número de páginas, acabamento gráfico, melhoras nas recompensas para os doadores”, diz Canuto. A ferramenta é um meio eficiente de bancar projetos, inclusive editoriais, dispensando grandes patrocinadores e editoras: no caso de “Contos de Òrum Àiyè”, até esta terça-feira (31), já haviam sido arrecadados mais de R$ 40 mil, com apoio de mais de 800 pessoas que, afins ou simpatizantes à temática dos orixás, fazem doações em troca de “recompensas”.

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