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Ostreiros protestam em Itapissuma contra queda nas vendas

Associação de vendedores de ostra reclama da queda pela procura do molusco. Empresário morreu no Recife no final do ano passado.

Grupo ateou fogo em pneus e entulhos para fechar acesso à ponteGrupo ateou fogo em pneus e entulhos para fechar acesso à ponte - Foto: Cortesia

Ostreiros de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife (RMR), organizaram um protesto na manhã desta terça-feira (7) e bloquearam os dois sentidos da ponte que dá acesso à cidade vizinha da Ilha de Itamaracá. O ato do grupo foi em reação à queda nas vendas do molusco após a morte de um empresário no Recife, em 26 de dezembro. A ponte foi bloqueada por mais de duas horas, entre 8h30 e 10h40.

Segundo relatos de amigos da vítima, o homem teria consumido uma porção de pelo menos 14 ostras na praia de Boa Viagem, na Zona Sul da Capital, e morreu após passar mal e ficar quatro dias internados em um hospital.

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Com cartazes cobrando "a verdade sobre as 'fake news'", em relação ao que eles classificam como "mentiras" as informações sobre a qualidade das ostras, o grupo de ostreiros ateou fogo em pneus e entulhos no início da ponte para bloquear o trânsito.

"Estamos passando necessidade hoje porque não estamos mais vendendo ostras na praia", reclamou o presidente da Associação dos Ostreiros de Itapissuma, Severino André Alves, em entrevista ao programa "Jota Ferreira Agora", da Rádio Folha 96,7 FM. "Desde que sou pequeno trabalho com ostras e nunca houve isso. É tudo mentira, e fica difícil a situação da gente", acrescentou.

De acordo com o secretário de governo da Prefeitura de Itapissuma, Jefferson Menezes, existem pessoas na cidade que têm criadouros de ostras em casa e também estão sendo prejudicadas. "Há décadas que vendemos ostras e ninguém passou mal. Os ostreiros também querem que o Governo Federal paguem o seguro-defeso por causa da queda das vendas assim como aos pescadores afetados pelo óleo [que atingiu o litoral brasileiro ano passado]", explicou o porta-voz.

Segundo a Prefeitura de Itapissuma, a estimativa é de uma redução de pelo menos 90% das vendas desde a informação sobre a morte do empresário. Cerca de mil ostreiros da cidade estão sendo prejudicados. A cidade de Itapissuma é considerada a maior produtora de pescado de Pernambuco e é responsável por 65% da produção das ostras consumidas em praias de Pernambuco.

Cerca de 70% da população local depende da atividade pesqueira, pois boa parte das ostras comercializadas em Pernambuco são cultivadas e coletadas em fazendas nos manguezais do Canal de Santa Cruz, curso d'água que separa Itapissuma de Itamaracá. 

Protesto de ostreiros em Itapissuma

Protesto de ostreiros em Itapissuma - Foto: Cortesia/WhatsApp

Veja cuidados na hora de consumir ostras:
- Dar preferência ao consumo em bares e restaurantes. A maioria dos localizados na região compra ostras criadas em cativeiros no Rio Grande do Norte.
- Se consumir na praia, deve ser logo cedo, pois o risco é maior no final do dia.
- Verificar as condições de higiene do ostreiro.
- Nem sempre a ostra vai apresentar alterações de cheiro e sabor, mas é preciso atenção, uma vez que os micro-organismos patogênicos não são deteriorantes, ou seja, não estragam o alimento.
- Procurar saber a procedência do molusco e ter uma pessoa de confiança para comprar.
- Buscar indicações e o histórico da procedência do estabelecimento.
- Conferir se os baldes usados nas praias estão com gelo. Na maioria das vezes, não, o que aumenta o risco.

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