Pacientes de Parkinson relatam desassistência em Pernambuco

No Hospital da Restauração e no Hospital Geral de Areias faltam drogas importantes para o controle dos sintomas e da progressão da doença, como Biperrideno, Levodopa, Cardidopa e Prolopa

Doentes de Parkinson são acompanhados por equipe multidisciplinarDoentes de Parkinson são acompanhados por equipe multidisciplinar - Foto: Peu Ricardo/Arquivo Folha

Pacientes de Parkinson no Estado denunciam a desassistência que sofrem há pelo menos dois meses. Segundo a presidente da Associação de Parkinson de Pernambuco, Maria José Santos, o afastamento de dois médicos nos principais serviços públicos, o Hospital da Restauração (HR) e no Hospital Geral de Areias (HGA), no Recife, tem complicado o retorno dos pacientes para avaliação. Além disso, a instituição, que atende cerca de 300 pessoas com a doença, também aponta a falta de drogas importantes para o controle dos sintomas e da progressão da enfermidade.

“Há falta dos medicamentos Biperrideno, Levodopa, Cardidopa e Prolopa 200/50mg. O Biperrideno está faltando há seis meses para alguns dos associados. O Prolopa, há dois meses. Esses são remédios caros, principalmente para quem sobrevive apenas com um salário mínimo. Tanto os medicamentos quanto os médicos são imprescindíveis para quem vive com mal de Parkinson”, destacou Maria José. Ela afirmou que muitos dos pacientes têm reclamado de perder viagem indo ao HR e HGR, porque dois neurologistas dessas unidades foram exonerados e não houve substituição até o momento.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou que o neurologista do Hospital Geral de Areias pediu exoneração do cargo, mas informou que a substituição do profissional está em curso. A pasta destacou que a nomeação de profissionais concursados precisa seguir os trâmites exigidos pela legislação pública. Até lá, disse, os pacientes estão sendo acompanhados por uma equipe multiprofissional que conta com geriatras, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e serviço social, e, caso os pacientes necessitem de um neurologista, serão encaminhados para serviços de referência do Estado. A SES, negou exoneração da médica neurologista do HR.

Em relação às medicações, o governo afirma que há estoque de dois meses e meio do Biperideno (cloridrato de biperideno), além de um processo de compra já em curso. Em relação ao Levodopa e Carbidopa, das quatro apresentações, duas estão com entrega atrasada pelo fornecedor, que já foi notificado. As outras duas tiveram a licitação fracassada, ou seja, não aparecerem empresas interessadas. Um novo processo de aquisição estaria em curso.

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