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Pai de menino morto por âncora quer justiça

Peça de verdade, âncora adornava a frente de uma lanchonete no bairro do Bongi

Ismael Silva MagalhãesIsmael Silva Magalhães - Foto: Reprodução/arquivo pessoal

Justiça. Esse é desejo do pai do garoto Ismael Silva Magalhães, 12 anos, que morreu no final da tarde desse domingo ao atingido por uma âncora decorativa de quase dois metros que desabou sobre ele, na Rua Itapemirim, Bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife.

O pai do garoto, o segurança Abraão Pereira de Megalhães, de 54 anos, classificou o ocorrido como negligência, avisando que irá entrar na justiça. "Vou procurar a delegacia depois de enterrar meu filho para que a justiça seja feita", afirmou, ainda no início da tarde desta segunda (20), no Instituto de Medicina Legal, região central da capital pernambucana, onde passou quase vinte horas para liberar o corpo da criança.

"A âncora [que é de verdade, de uma embarcação] estava solta. Aconteceu com meu filho e poderia ter acontecido com qualquer outra criança", disse o pai. "Não é justo que ninguém pague por essa negligência . Ele era um menino estudioso, era escoteiro e queria servir ao Exército. Um menino tranquilo morrer assim?!", questionou, visivelmente arrasado, o pai, que estava trabalhando no momento do acidente.

Ismael passava de frente à lanchonete quando a âncora o atingiu. Segundo a madrasta do menino, Rafaela Tamiles Ribeiro da Silva, de 29 anos, Ismael estava caminhando com dois irmãos. "Eles tinham chegado da igreja e eu pedi para eles irem buscar umas roupas doadas que eu ia revender. Minha filha chegou em casa gritando me chamando", afirmou, lembrando o ocorrido. O sepultamento do menino deve ocorrer esta terça (21), às 11h, no Cemitério de Santo Amaro.

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