Internacional

Países europeus pedem fim de confrontos em Jerusalém

Irlanda, França, Estônia, Noruega e Albânia enviam comunicado solicitando o fim do conflito no país

Confronto com a policia israelense em torno do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em JerusalémConfronto com a policia israelense em torno do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém - Foto: AHMAD GHARABLI / AFP

Cinco países europeus pediram nesta terça-feira (19) o fim dos confrontos em Jerusalém, após a violência desencadeada no fim de semana nos arredores de um local sagrado.

Os Emirados Árabes e a China não aderiram à declaração, apesar de estarem entre os países que convocaram a reunião de emergência do Conselho de Segurança, realizada a portas fechadas.

"A violência deve parar imediatamente. E as baixas civis devem ser evitadas de forma prioritária", pede o comunicado, assinado por Irlanda, França, Estônia, Noruega e Albânia. "O status quo dos lugares sagrados deve ser totalmente respeitado."

A reunião ocorreu após dias de violência em torno do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, local conhecido pelos judeus como Monte do Templo, onde 170 pessoas ficaram feridas no fim de semana.

Os cinco países condenaram "todos os atos de terrorismo" e o lançamento de um foguete nesta segunda-feira (18) da Faixa de Gaza para a região sul de Israel. A Força Aérea israelense respondeu nesta terça-feira com um ataque ao enclave palestino, o primeiro em três meses.

"A deterioração da situação de segurança ressalta a necessidade de restaurar um horizonte político para um processo de paz verdadeiro", acrescenta o documento.

O enviado de paz da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, reiterou seu apelo para que se evite qualquer provocação que possa agravar a tensão entre israelenses e palestinos.

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