Palanque do PSB é menos ruim que o do PTB, diz HC

Humberto Costa continua apostando numa aliança do seu partido com o PSB

Senador Humberto Costa ( PT )Senador Humberto Costa ( PT ) - Foto: Divulgação

O senador Humberto Costa não participou sábado, em Serra Talhada, do pré-lançamento da candidatura da vereadora Marília Arraes ao Governo do Estado. Continua apostando numa aliança entre o PT e o Partido Socialista Brasileiro, apesar de os principais líderes deste último não terem dado nenhuma sinalização até agora de que têm interesse nesse casamento. Houve sinalizações neste sentido antes da condenação do ex-presidente Lula pelo TRF da 4ª Região. Mas de lá para cá os socialistas se desinteressaram. O senador não descarta por completo a tese da candidatura própria, que está se tornando quase inevitável depois do grande ato de Serra Talhada com participação do ex-deputado Fernando Ferro, da deputada Teresa Leitão, do presidente da CUT-PE Carlos Veras e do prefeito Luciano Duque. Só descarta mesmo uma aliança com os partidos que promoveram em Petrolina, também no último sábado, a segunda edição do movimento “Pernambuco quer mudar”. Ele define este palanque como “de direita” e representante em Pernambuco do governo Michel Temer. E lamenta que o senador Armando Monteiro tenha decidido se aliar a políticos como Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB), que em sua opinião são representantes da “direita mais retrógada” do Estado. Se o PSB apoiou o impeachment de Dilma, diz o líder petista, pelo menos faz oposição a Temer e opõe-se às reformas que o governo dele pretende fazer via o Congresso Nacional.

Quem quebrou o Brasil?

Humberto Costa (PT) ficou surpreso com o discurso feito em Petrolina pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) dizendo que o PT “quebrou” o Brasil. Tivesse sido feito por um membro do PSDB, diz ele, até compreenderia, no contexto da luta que os dois partidos travam pela Presidência da República desde 1989. Mas por um ex-ministro de Dilma acha inaceitável.

Crescimento - É voz corrente dentro e fora do PT que Marília Arraes saiu maior, politicamente falando, do encontro político de Serra Talhada, onde teve a candidatura lançada à sucessão de Paulo Câmara. Agora, para barrar a candidatura dela, o PT terá que dar muitas explicações.

Desafio - O senador Armando Monteiro (PTB) reconhece que o maior “desafio” das oposições, depois do grande ato de Petrolina, sábado passado, é definir a estratégia política para enfrentar Paulo Câmara: vai com um ou dois candidatos? Se houver apenas um, garante, será ele.

Sem líder -
O ex-governador João Lyra Neto (PSDB), que participou do encontro de Petrolina, sábado, acha que o movimento “Pernambuco quer mudar” está avançando não apenas pela “fragilidade” do governo Paulo Câmara, e sim pela “falta de liderança política” do governador.

Pesquisa - Pesquisa encomendada pelo PT para consumo interno revela que 54% dos brasileiros consideram “injusta” a pena aplicada ao ex-presidente Lula pelo TRF da 4ª Região: 12 anos e 1 mês de cadeia. A notícia foi dada no Recife por Humberto Costa, sem, no entanto, revelar o nome da empresa que fez a pesquisa.

Azarão - É para valer a disposição de Júlio Lossio, ex-prefeito de Petrolina, de disputar o Governo do Estado pela Rede. Ele disputou a prefeitura em 2008 como “franco atirador”, com apoio do então deputado Osvaldo Coelho (DEM), e venceu a eleição. O adversário foi Fernando Filho (PSB), atual ministro de Minas e Energia.

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