Para defesa dos réus no caso Itaíba, há carência de provas técnicas

Para os advogados de defesa, dúvidas e fragilidade pericial seriam motivos para não condenar os réus

Ex-presidente Lula ladeado da ex-presidente Dilma Roussff, ambos do PTEx-presidente Lula ladeado da ex-presidente Dilma Roussff, ambos do PT - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

No dia decisivo do julgamento dos acusados de matar o promotor Thiago Faria Soares, a defesa dos réus aponta carência de provas técnicas e diz acreditar no "senso de justiça". Para o advogado Anderson Flexa, há subjetividade da perícia técnica e dúvidas não esclarecidas no processo. O júri popular atrasou por conta de um protesto na BR-101, onde fica a sede da Justiça Federal, no Jiquiá - Zona Oeste do Recife - mas a expectativa é que o veredito seja dado nesta quinta-feira (27) ou na madrugada da sexta-feira (28).

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"Espero que prevaleça o senso de justiça e não que seja decidido no 'quem falar melhor', no uso da oratória", diz um dos advogados de defesa, Anderson Flexa. "O que mais existe nesse processo são dúvidas que deveriam ser esclarecidas", acrescenta.

Flexa contesta até mesmo a perícia. "Até mesmo a prova pericial foi feita de uma forma com objetivo claro de saber se era possível que uma versão do crime fosse verdade. O processo está carente demais de esclarecimentos e de prova técnica", acredita. "Nossa expectativa é que a justiça seja feita. Não há que se falar em condenação com base em suposições. Nosso medo é que a justiça não seja feita, que não prevaleça o senso da primazia máxima da justiça, de só condenar quando se tem certeza".

São acusados José Maria Pedro Rosendo Barbosa e Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva, conhecido como Passarinho. Um dos acusados, Antônio Cavalcante Filho, irmão de José Maria Cavalcante, está foragido da Justiça Federal. Também réu, José Maria Domingos Cavalcante teve o julgamento adiado - está preso no Cotel - e agora ele será julgado agora no dia 12 de dezembro.

Acusação

No último dia de julgamento do caso do promotor assassinado Thiago Faria Soares, a expectativa da acusação é que todos os réus sejam condenados após o dia de debates no tribunal do júri. "Hoje é um dia só de debates, com abertura com os argumentos e teses da acusação, que estão fundamentados em toda a investigação da Polícia Federal e Civil", aponta o advogado assistente de acusação André Canuto.

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