Para entender as veredas desta reportagem

O ponto é: se “o sertão está em toda parte”, como diz Guimarães Rosa, está também dentro de nós

Morador de RuaMorador de Rua - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Foi através de sentimentos que construímos os personagens desta reportagem, que relê a história de Grande Sertão: Veredas. Representados em quatro pessoas anônimas - o matador com sua crueldade; o morador de rua e seu instinto de sobrevivência; a cadeirante e a sua solidão; e o homossexual com seu amor pelo companheiro, como descritos abaixo -, esses sentimentos são as veredas que ligam as histórias reais às dos personagens da obra. O ponto é: se “o sertão está em toda parte”, como diz Guimarães Rosa, está também dentro de nós.

Escrito inicialmente para ser parte da novela “Corpo de baile”, Grande Sertão: Veredas é um romance lançado em 1956 pelo mineiro João Guimarães Rosa. A narrativa labiríntica é feita em primeira pessoa pelo protagonista Riobaldo, um rico e letrado jagunço. Ao seu lado está Diadorim, personagem andrógino, também jagunço, que se traveste de homem para vingar a morte do pai, Joca Ramiro. No decorrer da história de 600 páginas, Riobaldo relembra suas lutas, medos e suspira pelo amor-contemplação que nutre por Diadorim (na verdade, Maria Deodorina da Fé Betancourt Marins). Aparecem ainda na saga, que se passa no sertão mineiro, personagens como Zé Bebelo, Compadre Meu Quelemém, Hermógenes, e o diabo, com quem Riobaldo firma um pacto, embora divide de sua existência.

É uma obra do pós-modernismo brasileiro (geração de 1945). Consiste em um longo diálogo/monólogo em que Riobaldo narra a sua vida a um interlocutor, um jovem doutor que chegou a suas terras. Incansavelmente estudado, é uma obra primaz, referência da Literatura Brasileira do século 20.

Escrito inicialmente para ser parte da novela “Corpo de baile”, Grande Sertão: Veredas é um romance lançado em 1956 pelo mineiro João Guimarães Rosa. A narrativa labiríntica é feita em primeira pessoa pelo protagonista Riobaldo, um rico e letrado jagunço. Ao seu lado está Diadorim, personagem andrógino, também jagunço, que se traveste de homem para vingar a morte do pai, Joca Ramiro. No decorrer da história de 600 páginas, Riobaldo relembra suas lutas, medos e suspira pelo amor-contemplação que nutre por Diadorim (na verdade, Maria Deodorina da Fé Betancourt Marins).

Aparecem ainda na saga, que se passa no sertão mineiro, personagens como Zé Bebelo, Compadre Meu Quelemém, Hermógenes, e o diabo, com quem Riobaldo firma um pacto, embora divide de sua existência.

É uma obra do pós-modernismo brasileiro (geração de 1945). Consiste em um longo diálogo/monólogo em que Riobaldo narra a sua vida a um interlocutor, um jovem doutor que chegou a suas terras. Incansavelmente estudado, é uma obra primaz, referência da Literatura Brasileira do século 20.

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