Coronavirus

Paraguai está tomado pela Covid-19, dizem autoridades

País acumula 10.412 mortes desde que registrou o primeiro caso de covid-19 em março de 2020, com um total de 384.989 infecções

Hospital das Clínicas em San Lorenzo, ParaguaiHospital das Clínicas em San Lorenzo, Paraguai - Foto: Daniel Duarte / AFP

O Paraguai "está totalmente no vermelho" devido à expansão da covid-19, com uma taxa de mortalidade muito elevada nos últimos dias, alertou nesta sexta-feira (11) o diretor de Vigilância do Ministério da Saúde, Guillermo Sequera.

“O Paraguai está totalmente no vermelho. Provavelmente na próxima semana chegará ao nível 4, que é o alerta máximo na transmissão comunitária. Noventa e cinco por cento dos distritos do país estão em uma situação complicada”, disse a autoridade em entrevista coletiva.

“No momento, o Paraguai está ultrapassando o Uruguai em número de mortes por habitantes. Somos o país com maior número de mortes por milhão de habitantes do planeta”, enfatizou.

O Paraguai acumula 10.412 mortes desde que registrou o primeiro caso de covid-19 em março de 2020, com um total de 384.989 infecções.

Nos últimos 14 dias, a média de óbitos é de 22,6 a cada 100 mil habitantes, o que coloca o Paraguai como o segundo país com maior mortalidade do mundo, atrás apenas do Uruguai (22,9 por 100 mil habitantes), segundo contagem da AFP com base em dados oficiais.

Epidemiologista de profissão, Sequera disse que as mortes são o dobro das habituais nos últimos cinco anos devido a diferentes patologias.

“Hoje morrem duas vezes mais pessoas do que de costume”, afirmou ele, ao destacar que antes da pandemia o Paraguai registrava 600 mortes por semana e que neste primeiro semestre houve entre 1.100 e 1.200 mortes.

“Se morrem geralmente a cada ano 30 mil pessoas, estamos caminhando para a morte de 60 mil pessoas” este ano, lamentou Sequera.

O último relatório oficial, de quinta-feira, registrou 134 mortes por coronavírus, contra 140 na quarta e 135 na terça. Nos primeiros nove dias deste mês, foram 1.092 óbitos.

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