Sáb, 07 de Março

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Rio de Janeiro

Parentes fecham duas vias da Francisco Bicalho em protesto pelos mortos na megaoperação do Rio

Policiais militares usam spray de pimenta para dispersar a manifestação

O estado reconhece 119 mortos, sendo quatro deles policiais, e admite que ainda podem aumentar as vítimas. Segundo organizações da sociedade civil, já ultrapassam 130 os mortos na operação.O estado reconhece 119 mortos, sendo quatro deles policiais, e admite que ainda podem aumentar as vítimas. Segundo organizações da sociedade civil, já ultrapassam 130 os mortos na operação. - Foto: Pablo Porciuncula/AFP

Dezenas de mulheres se ajoelharam nas duas vias da Avenida Francisco Bicalho, uma das principais vias do Centro do Rio, em frente ao Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no início da noite desta quinta-feira (30).

Elas protestam pela morte dos familiares na megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, na terça-feira (28).

De mãos dadas, elas fecharam a via no sentido Centro, entoando gritos de ordem, como "se mexerem com nossos filhos, vocês não terão sossego"; "Chega de matança. Cláudio Castro é assassino de criança"; e “Não tem arrego, se mexer com os nossos filhos, eu tiro o seu sossego”.

A manifestação provoca engarrafamento no trânsito e tumulto no local, com bate boca entre motoristas e as manifestantes.

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— Tiraram meu filho de mim. Podem me matar na porrada — grita uma das mulheres.

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Minutos após o início da manifestação, policiais militares dispersaram a aglomeração espirrando spray de pimenta.

Na tentativa de mediar o protesto junto à Polícia Militar, a coordenadora da Rede de proteção de Atenção a pessoas Afetadas pela Violência do E

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