Partidos não podem obrigar mulheres a disputar eleições
Não se pode obrigar as mulheres a se candidatar sem elas quererem
A nova presidente do TSE, ministra Rosa Weber, queixou-se ontem da baixa representação das mulheres nas casas legislativas do país. Ela constata, com razão, que as mulheres representam 52% dos eleitores do Brasil, mas não estão representadas na mesmo proporção no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas. A constatação é verdadeira. Mas de quem é a culpa por essa subrepresentação? Claro que das próprias mulheres, que não costumam votar em candidatas do sexo feminino, e sim nos homens. Aqui em Pernambuco, por exemplo, há um partido político (PSOL) que lançou uma chapa majoritária só com mulheres - governador, vice e os dois senadores. Mas esperemos o resultado da eleição para conferir se esta chapa feminina sensibilizou as mulheres pernambucanas. De forma irracional, o Congresso aprovou uma lei obrigando os partidos políticos a formaram suas chapas com 30% de mulheres. Mas nenhum deles consegue arregimentar esse percentual de candidatas por desinteresse delas próprias, obrigando os partidos a cumprirem a lei com “candidatas-laranja”. Há um partido na coligação de Armando Monteiro cujo presidente em 2014 fechou a chapa proporcional com várias mulheres, que nada têm a ver com a política, só para atender à exigência legal. Isto se repetiu agora em 2018, pois não se deve obrigar mulheres a se candidatar sem elas quererem.
Foi-se uma das baraúnas do Pajeú
O ex-deputado Antonio Mariano, que morreu ontem no Recife, foi um dos representantes do Pajeú, na Assembleia Legislativa, na mesma legislatura em que também se elegeram Édson Moura e José Marcos de Lima. O 1º era de Afogados da Ingazeira, o 2º de Tabira e o 3º de São José do Egito. Hoje, o Pajeú não tem nenhum representante no parlamento estadual.
Bom trabalho > Paulo Câmara disse ontem à Rádio Folha que não pretende exonerar o secretário de Agricultura, Wellington Batista, indicado pelo PDT, porque está gostando do trabalho dele. E que o PDT só não está na Frente Popular porque Carlos Lupi exigiu que saísse.
O pontapé > Marina chega hoje ao Recife para participar de uma série de eventos com o ex-prefeito Júlio Lossio, candidato da Rede a governador. A ex-senadora venceu a eleição em Pernambuco em 2014, no 1º turno, disputando pelo PSB, que vai apoiar Fernando Haddad (PT).
A decisão > Têm sido muito concorridos os eventos que Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB) fizeram até agora no interior. Com raras exceções, um tem uma banda do município e o outro tem a outra, donde se deduz que a eleição será decidida no Recife.
A carta > O ex-governador Joaquim Francisco (PSDB) está enviando carta aos amigos recomendado as candidaturas de André Régis (PSDB) para deputado federal e de Priscila Krause (DEM) para deputada estadual. Ele seria candidato a federal, mas desistiu.
A herança > Os principais incentivadores da candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo estadual, enquanto ela existiu, estão apoiando Sílvio Costa (Avante) para senador, entre eles o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque e o presidente da Fetape, Doriel Barros, ambos do PT.

