Passageiros opinam sobre mudanças na integração temporal em Santa Luzia

A integração temporária, que entrou em vigor no último sábado (10), afetou cerca de três mil usuários que fazem a integração metrô/ônibus e ônibus/metrô

Integração temporal na Estação Santa LuziaIntegração temporal na Estação Santa Luzia - Foto: Arthur Mota/ Folha de Pernambuco

Os passageiros que utilizam o Terminal Integrado Santa Luzia, localizado no bairro da Estância, Zona Oeste do Recife, reagiram com surpresa à nova determinação do Grande Recife Consórcio de Transporte que torna obrigatório o embarque com o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM). A integração temporária, que entrou em vigor no último sábado (10), afetou cerca de três mil usuários que fazem a integração metrô/ônibus e ônibus/metrô.

Com a mudança, os passageiros que acessam o metro têm que passar o VEM na linha de bloqueio. Já os usuários que saem do metrô para pegar as linhas 102 - TI Santa Luzia/Ibura, 106 - TI Santa Luzia/Parque Aeronáutica e 204 - TI Santa Luzia/Loteamento Jiquiá, devem embarcar pela porta dianteira dos ônibus e passar o cartão na catraca.

De acordo Leonardo Vilar, superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a medida busca combater o acesso sem pagamento às estações. “A gente passa a ter um controle maior da quantidade de pessoas que utilizam o transporte, podendo controlar, inclusive, o acesso de ambulantes”, explica Leonardo. O superintendente também afirmou que há agentes do Grande Recife que podem ser procurados nos terminais no caso de cobranças indevidas.


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De acordo com o Grande Recife, foi constatado um aumento no número de bilhetes vendidos na estação Santa Luzia após a implementação da integração temporal. No sábado (3), antes da implementação, tinham sido vendidos 498 bilhetes; já no último Sábado (10), primeiro dia de funcionamento, 1382 foram vendidos. A estação foi a quarta a ser contemplada com a integração temporal; antes, o serviço já havia sido inaugurado nas estações Largo da Paz, Cavaleiro e Recife.

Usuários
No entanto, alguns usuários da estação se mostraram insatisfeitos com a integração temporal. Pâmela Cavalcanti, 28, pagou um bilhete do metrô no Terminal Integrado de Passageiros (TIP) e, ao tentar fazer a integração habitual, foi avisada que precisaria do VEM para embarcar no ônibus. “Trabalho no interior e não tenho o cartão. Agora serei obrigada a fazer um VEM e pagar ainda mais pra me locomover”, disse a enfermeira.

Outros passageiros, como Messias Oliveira, 28, pagaram uma passagem inteira no ônibus com destino ao terminal e não puderam ter acesso ao metrô. “Estou indo pra casa, mas vou chegar tarde por causa desse transtorno. Não tenho VEM e agora vou ter que fazer um e pagar de novo”, disse o motorista, que também afirmou estar desinformado sobre a mudança.

Para os passageiros que não tem o VEM, o Grande Recife disponibilizou um quiosque no qual os usuários podem adquirir o cartão pelo valor de 4 reais. Também está sendo feito um cadastro gratuito para os passageiros que não podem arcar com esse valor. Para conseguir o cartão gratuitamente é preciso apresentar a identidade, CPF e o nome da mãe.

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