Opinião

Passarinhos são profetas

MONTANHAS DA JAQUEIRA - Os passarinhos regem os destinos da humanidade adâmica desde os tempos do tsunami de Noé. Este foi o ano do morcego amarelo, hospedeiro do micróbio comunista chinês. O de cujus decolou em voo orbital nas cavernas hi-tech de Wuhan para disseminar tragédias e pânico nos hemisférios do planeta. 
Também foi o ano do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e da doença do chiko kunha. O tenebroso vírus da coroa está indo embora, graças a Zeus e às vacinas. Aleluia! 

Passarinhos são profetas com asas, mensageiros de alegrias ou desventuras. 
     
Os morcegos que aqui gorjeiam nestas terras auriverdes não gorjeiam como no Império Comunista Chinês. Batman, o homem morcego, na China adota a tirania do regime comunista e o sistema capitalista de exploração da economia. Eis uma mistura de Karl Marx com o Tio Patinhas, pero sem abdicar da ditadura jamais.  

Inspirados em Jeca Tatu, os morcegos de Pindorama adoram suco de frutas e se o cara der bobeira eles degustam sangue humano de canudinho no pescoço das vítimas. Eles são uma mistura capitalista de Pedro Malazartes com os parasitas do mercado. Os centros acadêmicos, os centros antiacadêmicos, os poderes vermelhos e infravermelhos estão infestados de Batman’s, morcegos e carcarás.  
        
Ave benfazeja, a Asa Branca prenuncia o inverno na voz do soberano Luiz Gonzaga: “Já faz três noites que pro Norte relampeia/ e a Asa Branca ouvindo o ronco do trovão/ já bateu asas e voltou pro meu Sertão. Ai, ai, eu vou embora, vou cuidar da plantação”. Existe o canto agouro: “Acauã vive cantando/ durante o tempo do verão/ no silêncio das tardes agourando/ chamando a seca pro Sertão. Teu canto é penoso e faz medo/ te cala, acauã, que é pra chuva voltar sedo”.      

Nos tempos pecaminosos do tsunami bíblico, a pomba da paz trouxe um ramo de oliveira no bico para anunciar que as águas do dilúvio haviam serenado. O Criador desenhou um arco-íris nas pupilas do céu como símbolo da fraternidade universal.

O corvo de Edgar Allan Poe cantou a desilusão do poeta diante da perda de sua amada: “Não mais, ou nunca mais! No more, or never more!” Fênix é o pássaro da ressurreição, vem da parte de Lázaro.  
 
O canto do rouxinol anuncia a chegada da primavera, tempo de alegrias e venturas. O beijo do beija-flor/colibri perfuma os jardins da existência.  O zumbido da abelha-rainha, musa do amor à moda de 
Carolina Herrera, apascenta os corações apaixonados.


*Jornalista



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