Passo de gigante

Agora, com 40 pontos, o Leão respira com mais esperanças em garantir sua vaga na elite ano que vem.

José Neves CabralJosé Neves Cabral - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

As grandes vitórias só vêm com muito sofrimento. São fruto das incertezas da batalha, do suor despendido, do medo da derrota e, por isso, mesmo do esforço que faz o homem buscar forças quase sobrenaturais para suplantar o inimigo. Foi assim que o Sport conseguiu bater a Ponte Preta na noite desta quinta-feira na Ilha do Retiro.

Tecnicamente, o adversário mostrou-se superior desde o início. Dado o apito inicial, a Ponte Preta passou a apertar o Leão como um torniquete. O silêncio no estádio denunciava a apreensão da torcida. E o futebol do time anfitrião, registre-se, justificava o medo. Errático e confuso, com um Paulo Roberto fazendo lambanças no meio de campo e um Diego Souza apagado pela marcação da Macaca.

Mas, como todo dono da casa é ousado, por jogar em seu terreiro, vez por outra o Leão assustava a equipe de Campinas. Rogério perdeu um gol ao tentar encobrir o goleiro, outros lances foram criados, mas o primeiro tempo terminou empatado, sem gols.
Veio o segundo e, com ele, as mudanças no Sport. Paulo Roberto saiu e a torcida disse amém, apesar de Neto Moura, seu substituto, também ter deixado a desejar. No ataque, Ruiz substituiu Everton Felipe. Num contra-ataque, o gol da vitória de Rogério. Mas o sofrimento foi grande até o fim.

Agora, com 40 pontos, o Leão respira com mais esperanças em garantir sua vaga na elite ano que vem. Faltam cinco jogos e neles é preciso somar seis pontos. Nada que não esteja ao alcance de quem já passou por momentos piores neste Brasileiro.

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