Coronavírus

Paulista inicia vacinação infantil contra a Covid-19 nesta segunda-feira (17)

O município conta com três polos de imunização

Vacinação contra a Covid-19 em PaulistaVacinação contra a Covid-19 em Paulista - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Após receber 1.620 doses da vacina pediátrica da Pfizer, a cidade de Paulista, no Grande Recife, deu início, nesta segunda-feira (17), à vacinação infantil contra a Covid-19. O município conta com três polos de imunização, que funcionam de segunda a sábado, das 9h às 16h, na Faculdade de Saúde, no Janga; no Colégio Firmino da Veiga, no Centro; e no Colégio Pastoral Nossa Senhora de Fátima, em Paratibe. Não é necessário agendar previamente.

A nova etapa da campanha contempla crianças de 5 a 11 anos com doenças neurológicas crônicas ou com distúrbio de desenvolvimento neurológico, incluindo síndrome de Down e autismo. Para completar o esquema vacinal, é preciso tomar duas doses, com dois meses de intervalo.
 

O técnico em enfermagem, Daniel Queiroz, de 32 anos, não perdeu tempo e já trouxe a filha Tayná, 5, que tem autismo, para se vacinar na Faculdade de Saúde. “A família toda se vacinou, a gente estava só esperando o momento dela. Agora me sinto mais seguro, até porque a gente não sabe como vai ser com essa variante [a ômicron]”, disse.

Após a chegada ao ponto de vacinação, a criança toma a dose e é levada a uma sala de espera, onde fica por 20 minutos, seguindo protocolo do Ministério da Saúde. Os pais devem apresentar, além do comprovante de residência e documento de identificação, um laudo médico que comprove a condição de comorbidade.

A coordenadora do Programa de Imunização do município, Giuliene Cavalcanti, explicou que não tem um quantitativo de crianças com deficiência neurológica que vão receber a dose na cidade. “Como o público é bem restrito, não tenho como dizer se vai ser uma procura grande. A gente vai ver no decorrer da vacinação”, afirmou.

A socióloga Cinthya Bastos, 47, está aliviada ao ver Eva Maria, 7, tomar a dose. Agora, com a vacina, ela se sente mais segura para levar a filha, que tem síndrome de Down, de volta às terapias e à escola. “A gente esperou tanto tempo e as crianças precisam tomar essa vacina para poder acabar com esse vírus”, lembrou.

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