Licitação

PCR recebe proposta de R$ 100 mi para outorga de relógios digitais do município

A concessão é para instalação, manutenção e operação de 108 novos relógios eletrônicos

Relógio Digital Relógio Digital  - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Prefeitura do Recife abriu licitação para conceder a outorga dos 108 relógios eletrônicos digitais presentes no município. A maior proposta recebida foi de R$ 100 milhões, o que representa um ágil de 2.757%, sobre o valor de R$ 3,5 milhões - valor mínimo estabelecido. 

A concessão para instalação, manutenção e operação de 108 novos relógios eletrônicos, entre outros serviços, é um projeto elaborado e executado pela Secretaria Executiva de Parcerias Estratégicas do Recife (Sepe), dentro do plano de ação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife (Sdecti).

O valor proposto para o Município é o que se conhece como outorga, representando o montante a ser pago pelo futuro contratado para ter o direito de explorar o serviço de publicidade dos relógios digitais, além dos investimentos previstos no escopo do projeto, que, entre custos de instalação e de manutenção dos relógios, das demais funcionalidades e de conservação das áreas públicas, totalizam cerca de R$ 102 milhões.


Após assinado o contrato, que terá a duração de 20 anos, a empresa vencedora terá um prazo de dois anos para implantar todos os relógios eletrônicos digitais.

A empresa vencedora poderá ter o retorno financeiro com o uso dos espaços destinados a publicidade. "Um percentual pequeno será reservado para divulgação de campanhas da PCR, mas o parceiro privado vai poder comercializar esses espaços (cerca de 2m quadrados cada) para mídia", informou a PCR.

Além de horário, cada um dos relógios será provido de uma câmera de monitoramento e possibilitará acesso à internet Wi-Fi de forma gratuita. Os equipamentos a serem instalados exibirão também dados sobre a temperatura ambiente, a qualidade do ar, a incidência de raios solares e informações de interesse público, como aquelas relacionadas à mobilidade urbana, por exemplo.

"O uso desses dados ainda vai ser definido. O que já se sabe é que ela vai permitir monitorar controle de tráfego e número de pessoas. Para usos mais aprofundados e tal é preciso debate na câmara pra ser regulamentado via lei", informou a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de assessoria. 

O futuro contrato garantirá, também, a conservação de mais de 7,7 mil metros quadrados de espaços públicos, entre praças, pracetas e canteiros que serão adotados pela empresa vencedora. Todas as entregas previstas pelo novo contrato serão recebidas pela Prefeitura sem a necessidade de qualquer gasto público. Ao contrário, a gestão municipal receberá 20% do valor de outorga no momento de assinatura do contrato e os demais 80% divididos ao longo do prazo contratual, o que viabilizará outros investimentos para a população.

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