PE tem maior número de vagasno país

O Estado estuda uma expansão para os próximos anos, o que depende da viabilidade financeira.

A dupla Anavitória aporta no Teatro GuararapesA dupla Anavitória aporta no Teatro Guararapes - Foto: Reprodução/Facebook Oficial

A SEE não perde o foco nas escolas regulares, pois sabe que, até mesmo em termos de resultados, não dá para depender apenas das 335 unidades em tempo integral. As regulares ainda são maioria e atendem a mais da metade dos estudantes da rede. São elas que concentram os maiores esforços da formação continuada e que são monitoradas com mais frequência e proximidade. “A gente precisa fazer com que todas as escolas tenham alto desempenho. Toda escola tem potencial para ter alto desempenho. Se ela não tem nesse momento, a gente precisa chegar junto, dar apoio e ver o que falta para ela chegar. É um trabalho de várias mãos”, costuma dizer o secretário executivo de Planejamento e Coordenação, Severino Andrade Filho.

Ainda assim, o número de vagas oferecidas nas escolas integrais é o maior do país e está muito à frente de alguns estados que possuem uma realidade econômica bem mais favorável que a de Pernambuco, o que aponta para um caminho irreversível da priorização do ensino integral. “Hoje nós temos 300 escolas e a sociedade pressiona por mais. Porque sabem que tem ajudado a dar resultados educacionais e sociais. Se você não olhar para o resultado, você se perde no meio do caminho. É um caminho sem volta. A sociedade vai amadurecendo e vai exigindo resultados. Ninguém quer colocar o filho em escola que tem baixo desempenho”, explica Andrade.

Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que Pernambuco tem mais vagas em escolas de tempo integral no ensino médio do que toda a região Sudeste. “A maioria dos estados tem dificuldades. Eles criam escolas em tempo integral que são um brinco, um primor, uma escola que tem toda a atenção e resultados espetaculares, mas têm dificuldade na hora de expandir. Uma coisa é criar uma, duas. Outra coisa é quando você passa de cem, de duzentas, trezentas escolas, como temos agora, torna-se um projeto muito complexo”, relata o executivo de Planejamento e Coordenação.

O Estado estuda uma expansão para os próximos anos, o que depende da viabilidade financeira. Algo que, com a crise econômica que o País atravessa, não foi possível avançar tanto nos últimos anos. Mesmo assim, Pernambuco já atende ao que está previsto no Plano Nacional de Educação, que determina que ao menos 25% dos estudantes estejam na educação integral. “Estamos chegando a 50% no Ensino Médio. Atingimos uma meta que é de 2024. Pernambuco está fazendo o dever de casa dele em relação ao que o MEC está pedindo”, afirma Paulo Dutra. “Estamos fazendo um estudo, a pedido do secretário Fred Amancio e do governador Paulo Câmara, nessa possibilidade de atendimento de 80% dos alunos em escolas integrais”, garante. Além de ampliar o número de Escolas Técnicas Estaduais (ETE) e de Escolas de Referência no Ensino Médio (EREM), o estado agora está iniciando a implantação de escolas integrais no Ensino Fundamental, em parcerias com os municípios.

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