Perícia confirmará suicídio de Morato

Laudos periciais deverão ser divulgados nos próximos dias

Orquestra Clube das PásOrquestra Clube das Pás - Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Científica está próxima de divulgar a conclusão dos laudos periciais que devem confirmar que o empresário Paulo César de Barros Morato se matou. A informação foi confirmada por uma fonte ligada à unidade especializada, que garantiu que os investigadores apresentarão a conclusão de toda perícia até o fim desta semana ou no início da próxima. Na ocasião, em coletiva à Imprensa, os peritos vão afirmar a tese, além de explicar o porquê do fato. Segundo a mesma fonte, as imagens do circuito interno de videomonitoramento do motel em que Morato foi encontrado morto, em Olinda foram determinantes para se chegar a conclusão do suicídio, além do resultado de outros laudos como o de DNA. Esses trabalhos deverão ser concluídos e entregues a autoridade de investigação hoje ou amanhã.

No último fim de semana, a delegada Gleide Ângelo e a perita criminal Vanja Coelho se dedicaram a coleta de informações sobre os vídeos do motel. As perícias da morte do empresário, um dos alvos da Operação Turbulência da Polícia Federal, causaram polêmica por falhas na preservação do local da morte, admitidas pela Secretaria de Defesa Social (SDS), que culminou no ingresso ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para apuração dos procedimentos periciais por parte do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol-PE) e Associação dos Peritos Papiloscopistas de Pernambuco (Asppape).

Habeas Corpus

A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5a) negou ontem, por unanimidade, o habeas corpus para o empresário Apolo Santana Vieira, um dos acusados no bojo da Operação Turbulência, da Polícia Federal, sob a alegação de manutenção da ordem pública. Vieira está em prisão preventiva desde o dia 21 de junho. O advogado de Vieira, Ademar Rigueira, disse que vai ingressar com recurso, junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O julgamento do habeas corpus dos outros dois empresários investigados pela PF ainda não tem data prevista.
O parecer do relator do processo, desembargador Ivan Lira de Carvalho, teve base no argumento de que a liberdade do acusado representaria perigo à ordem pública e à ordem econômica, citando, no voto, movimentações financeiras suspeitas realizadas até pelo menos março deste ano. “Os RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) da COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) dão conta da existência de movimentações atípicas até pelo menos março de 2016, evidenciando a permanência e a estabilidade dessa reunião de pessoas com intuito criminoso de branqueamento de capitais”, disse.

A defesa, todavia, pediu à Corte uma “medida substitutiva” à prisão preventiva de Vieira, como prisão domiciliar, tornozeleira eletrônica ou impossibilidade dos acusados conversarem entre si e com outras pessoas, mas também foi recusado.

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