Perícia técnica é feita em apartamento onde mulher foi assassinada

Gisely Kelly Tavares dos Santos foi achada morta com um tiro na cabeça na madrugada desta quarta-feira (19)

Perícia técnica feita em apartamento no RosarinhoPerícia técnica feita em apartamento no Rosarinho - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Local da morte de Gisely Kelly Tavares dos Santos, 37 anos, o apartamento localizado diante da Praça do Rosarinho, na Zona Norte do Recife, passou, na noite desta quarta-feira (19), por perícia do Grupo Especializado de Perícias em Homicídios da Polícia Civil de Pernambuco. A análise durou cerca de uma hora e meia e envolveu quatro peritos. A mulher foi encontrada morta esta madrugada com um tiro na cabeça e sem roupa no banheiro do imóvel do quarto andar do Edifício Praça do Rosarinho Prince, no número 750 da Rua Amaro Coutinho. Ela deixou um filho.

O suspeito da morte é o empresário Wilson Campos de Almeida Neto, dono de uma empresa de produtos de higiene e com quem Giselly Kelly teria mantido um relacionamento amoroso nos últimos seis meses, segundo a polícia. A vítima teria sido secretária do empresário, que fugiu de carro, levando a suposta arma usada no crime.

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A perícia começou por volta das 20h. Na análise técnica, foram usados luminol e luz forense na tentativa de encontrar marcas de sangue e pisadas no chão do apartamento. O banheiro na suíte do quarto do casal foi o foco principal do trabalho, pois foi nesse local que estava o corpo de Gisely.

"O tipo de lesão que a vítima possuiu não é necessariamente uma lesão que vá deixar muito sangue, em que a pessoa vá se melar, mas, mesmo assim, a gente utilizou luminol para tentar identificar algum tipo de vestígio. A gente exauriu todas as possibilidades de exames, de acordo com as informações que a gente tem do caso", disse o perito Diego Costa.

Segundo o perito, em princípio, não houve tentativa de limpeza no apartamento, que também estava "muito bem preservado", sem sinais de briga. A conclusão da análise será enviada ao delegado Breno Maia, da seccional do Espinheiro. 

Aniversário

De acordo com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, o delegado Joselito do Amaral, o casal saiu na noite nessa terça-feira para comemorar o aniversário de Gisely, que completou 37 anos neste dia. Eles retornaram ao apartamento por volta das 2h. O homicídio teria ocorrido entre 2h e 2h30, quando as câmeras de segurança do prédio mostram o empresário deixando o local de carro, sozinho, com roupas.

O homem teria ligado para um parente, por volta das 2h, dizendo para ir até o apartamento e que teria ocorrido um acidente. "Entre 2h30 e 3h, a prima relata [à polícia] que ocorrera o fato, mas que ele [o empresário] não estava lá. A polícia chega ao local e constata o corpo de Gisely despido e com um disparo na cabeça que transfixou. Então, o projétil foi apreendido, as perícias foram realizadas, o local continua isolado para perícias complementares”, disse o delegado.

A principal linha de investigação é o homicídio. “Nesse momento, o principal suspeito encontra-se foragido, em local incerto. A arma usada no crime foi um revólver calibre 38. A polícia hoje pode se posicionar na linha do homicídio, porque ele não se apresentou e levou a arma", detalhou o investigador.

Joselito do Amaral disse que a vítima era secretária dele na empresa e, posteriormente, virou companheira. "O fato de não haver nenhum documento dela no apartamento causa estranheza e será objeto da investigação uma vez que ela vivia, preliminarmente essa é a informação que nós temos, há seis meses", disse.

A prima do suspeito prestou depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), assim como o síndico do prédio onde o crime aconteceu. O corpo de Gisely foi liberado por volta das 17h do Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife. O velório será às 8h desta quinta-feira (20), no Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana, e o enterro ocorre no mesmo local, às 14h.

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Perícias
No local da morte foram colhidas as impressões digitais da vítima e material genético para exame DNA. Também foram solicitados exames para saber se houve violência sexual (sexológico), para atestar se ela fez uso de arma de fogo (residuográfico) e para colher material genético debaixo das unhas dela. A perícia também irá analisar as imagens das 32 câmeras de segurança do prédio onde ocorreu o crime.

Tiro na garagem
O delegado confirmou que o suspeito já tinha sido indiciado por porte ilegal de arma de fogo por conta de um disparo efetuado na garagem deste mesmo prédio, no último mês de maio. O fato foi investigado pela Delegacia do Espinheiro, e o inquérito remetido à Justiça.

"Não houve briga. Segundo o delegado que investigou o caso, foi um disparo acidental. Ele tinha registro da arma, mas disparo em local habitado é configurado como crime de porte ilegal de arma de fogo, por isso ele foi indiciado, e a pistola apreendida. Logo em seguida, ele adquire, provavelmente, o revólver utilizado neste fato", disse Joselito do Amaral.

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