Pernambucana conquista prêmio internacional com startup de denúncias de assédio no transporte
Simony César, de 33 anos, é empreendedora e CEO da startup Super NINA
Projeto criado por uma pernambucana que possibilita denúncias de assédio e violência no transporte público conquistou um prêmio internacional promovido pela União Europeia (UE).
A publicitária Simony César, de 33 anos, é empreendedora e CEO da startup Super NINA, plataforma que coleta e analisa relatos de assédio sexual em ônibus.
Em parceria com o setor público, os dados permitem o monitoramento de casos em tempo real e impulsionam a criação de políticas públicas para a mobilidade mais segura para mulheres e demais usuários do transporte público.
O reconhecimento internacional veio com o Prêmio “Rumbo a la Equidad”, promovido pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e pela UE, dentro da programação do 3º Encontro do Observatório Latinoamericano de Género y Movilidad (OBGEM), que aconteceu entre os dias 7 e 9 de outubro, em Bogotá, Colômbia.
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A Super NINA foi premiada na categoria Instituições Públicas e Empresas Privadas, que celebra projetos inovadores que tornam a mobilidade mais justa, segura e inclusiva para mulheres, meninas e diversidades em toda a América Latina e Caribe.
Simony César, de 33 anos, é empreendedora e CEO da startup Super NINA | Foto: Alejo Rivera/TransMilenio/DivulgaçãoO evento reuniu ministérios, governos locais, universidades, organizações sociais e parceiros da cooperação internacional em três dias de diálogos, workshops e apresentações, promovendo o intercâmbio de experiências e a construção de políticas públicas de mobilidade com perspectiva de gênero.
“Fico profundamente emocionada com esse reconhecimento internacional. A Super NINA nasceu da vivência de mulheres que dependem do transporte público e conhecem o medo diário que tantas outras sentem. Hoje, ver nossa tecnologia sendo reconhecida fora do país é a prova de que inovação e empatia necessariamente precisam incluir a periferia”, afirmou Simony César.
A iniciativa tecnológica já funciona em Fortaleza, integrado ao aplicativo Meu Ônibus, possibilitando que vítimas ou testemunhas de assédio registrem os casos. As informações são repassadas para a gestão pública.
Agora, o projeto que subsidia políticas públicas e ações de segurança, com sede no polo tecnológico do Recife, busca atingir outras cidades.
“Nosso sonho é expandir essa política pública também para outras localidades do Brasil e mundo, mas principalmente expandir para Pernambuco, nosso estado sede. Já temos um modelo validado por instituições do governo pernambucano e acreditamos que, com o apoio da gestão estadual, podemos garantir mais segurança e dignidade para milhares de mulheres”, destacou Simony.

