PE aguarda posicionamento oficial do MS para avaliar prazo entre as doses da Pfizer
Atualmente, o imunizante conta com intervalo de 90 dias entre a primeira a e a segunda aplicação
Após o Ministério da Saúde (MS) afirmar que nos próximos dias deve anunciar a redução do intervalo entre as doses da vacina da Pfizer de 90 dias para 21 dias, prazo indicado na bula do imunizante, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que espera as orientações oficiais da pasta nacional para definir as ações em Pernambuco. Em nota, a SES também ressaltou que aguardará o envio de doses destinadas à antecipação.
A reportagem da Folha de Pernambuco entrou em contato com municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) para saber se já há planejamento relacionado ao assunto. A Secretaria de Saúde do Recife explicou, em nota, que segue as diretrizes dos planos Nacional e Estadual de imunização contra Covid-19 e que aguarda nota técnica oficial do Ministério da Saúde em relação à antecipação do prazo de aplicação da vacina Pfizer.
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A Secretaria de Saúde de Olinda, por sua vez, destacou, também em nota, que mantém cautela quanto às possíveis mudanças no intervalo entre a primeira e segunda dose das vacinas. Por enquanto, informou o órgão, a gestão prefere aguardar a determinação oficial do Ministério da Saúde para, só depois, estudar a possibilidade de alterar o prazo, levando em consideração o número de doses disponíveis no município.
Já a assessoria de Comunicação da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes ressaltou, em contato com a reportagem, que qualquer decisão referente ao assunto será tomada após a reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB/PE), prevista para ocorrer nesta quinta (29), às 14h. A CIB é composta por representantes da Secretaria Estadual de Saúde e do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde (Cosems/PE) e tem sido responsável pela pactuação de políticas direcionadas ao enfrentamento da Covid-19 nos âmbitos estadual e municipais.
Mudança no intervalo entre as doses
Desde que passou a ser utilizada no Brasil, no início de maio, a vacina da Pfizer conta com três meses de intervalo entre a primeira e a segunda dose. À época, o Ministério da Saúde afirmou que a medida buscava garantir que um maior número de pessoas fossem imunizadas com a primeira dose em um menor período de tempo.
Para o médico Bruno Ishigami, infectologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, apesar de a bula original do imunizante indicar o período de 21 dias entre as aplicações, manter um intervalo maior seria positivo. “Com o passar do tempo, saíram novos estudos e se concluiu que quando você aumenta o intervalo de doses, você consegue conferir uma imunidade maior no longo prazo. E, além disso, a própria OMS (Organização Mundial da Saúde) lança um posicionamento defendendo a extensão do prazo de doses para os países que não atingiram taxa de cobertura vacinal”, explicou.

