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Coronavírus

Pernambuco aumenta sequenciamento genético para monitorar variantes do coronavírus em circulação

No Estado, a cepa predominante é a P.1, identificada pela primeira vez no Amazonas.

CoronavírusCoronavírus - Foto: Divulgação

Buscando aumentar a vigilância genômica do novo coronavírus, Pernambuco finaliza o mês de julho com cerca de 400 amostras positivas para a Covid-19 analisadas em sequenciamento genético no Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz-PE). 

Esse quantitativo equivale a quase 50% do total de genomas avaliados desde o início da pandemia no Estado. Desde janeiro, foram sequenciados os genomas de quase 800 amostras biológicas com o intuito de monitorar as variantes do vírus causador da Covid-19 que circulam no Estado. 

Nesta sexta-feira (30), o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz-PE) divulgou o resultado de 212 amostras analisadas na mais recente rodada de sequenciamento.

Reforçando o que já vinha sendo apontado nos últimos levantamentos, a variante Gama (P.1), identificada pela primeira vez no estado do Amazonas, continua como linhagem prevalente em Pernambuco.

Os resultados divulgados nesta sexta foram de amostras coletadas entre os meses de abril e julho em pacientes residentes em 41 municípios do Estado. Das 212 amostras, 205 (97%) delas foram identificadas como da linhagem Gama (P.1). 

No restante dos genomas, foram identificadas as linhagens B.1.1.525 (1), B.1.222 (1), P.1.1 (2), P.1.2 (2) e um caso da cepa Alfa (B.1.1.7), relatada primeiramente no Reino Unido, identificada em um paciente residente no município de Caruaru, no Agreste. 

Na rodada anterior de sequenciamentos, já haviam sido identificados casos da Alfa em Caruaru, de uma mulher de 45 anos e um homem de 22, que adoeceram entre abril e maio. Essa nova notificação da cepa oriunda do Reino Unido foi fruto de uma amostra coletada no fim de abril. 

Além de Caruaru, os outros municípios que participaram dessa rodada mais recente foram: Agrestina, Águas Belas, Amaraji, Angelim, Araçoiaba, Bodocó, Caetés, Camaragibe, Carpina, Condado, Flores, Floresta, Ibimirim, Igarassu, Iguaraci, Ilha de Itamaracá, Ipubi, Itapetim, Jaboatão dos Guararapes, Lajedo, Limoeiro, Moreilândia, Passira, Petrolina, Pombos, Recife, Ribeirão, Sanharó, São Bento do Uma, São Caitano, São João, São José do Belmonte, Serra Talhada, Sertânia, Tabira, Tamandaré, Timbaúba, Triunfo, Vertentes e Vitória de Santo Antão. 

“Sabemos que a P.1 é preocupante, mas, independente das cepas identificadas, os cuidados precisam e devem continuar. Uso correto de máscaras, distanciamento e higienização das mãos é fundamental. Relaxar nas práticas pode causar aumento de casos e internações. Não podemos descuidar. Só com cuidados e vacinação conseguiremos vencer a pandemia", pontua o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Delta 
Até o momento, nos sequenciamentos realizados recentemente com coletas de pacientes pernambucanos positivos para a Covid-19, não foram identificadas amostras da linhagem Delta (B.1.617.2), detectada inicialmente na Índia e reconhecidamente mais transmissível que as demais cepas. 

Os três casos identificados da Delta pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz-PE) são classificados como importados, pois envolvem tripulantes filipinos do navio cargueiro Shoveler, de bandeira cipriana, atracado no Recife.

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