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Pernambuco refém dos golpes e clonagem de cartão

De acordo com a Polícia Federal e CNDL, estado está na rota dos falsários que, no último ano, fizeram 8,9 milhões vítimas no país

CNDL aponta que maior parte das ocorrências são clonagem de cartão com 3,6 mi de vítimasCNDL aponta que maior parte das ocorrências são clonagem de cartão com 3,6 mi de vítimas - Foto: Paullo Allmeida

No último ano, 8,9 milhões pessoas foram vítimas de falsários especialistas em clonagem de cartão de crédito e débito e de golpes de boletos falsos, contratação de empréstimos e financiamentos por todo país, inclusive, Pernambuco, de acordo com a Polícia Federal.

 O dado é fruto de um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Brasil), que entrevistou consumidores em 12 capitais brasileiras, entre elas o Recife. “Os dados são alarmantes se levarmos em consideração que a maior parte dessas ocorrências, 41%, ou seja, 3,6 milhões de pessoas, está ligada à clonagem de cartão de crédito. Já o segundo golpe mais comum é o recebimento de boletos falsos, com 13% das menções, o equivalente a 1,1 milhão de vítimas”, explica Giovani Santoro, porta-voz da PF em Pernambuco.

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Além desses tipos de fraudes, também aparecem clonagem de cartão de débito e contratação de empréstimos, ambos com o mesmo nível de incidência, de 11%, o equivalente a 1 milhão de pessoas. De acordo com o levantamento, 48% das fraudes (4,2 milhões casos) se deram em transações ou compras feitas pela internet e 20% dos golpes (1,8 milhão) aconteceram nas operações realizadas em agências bancárias ou financeiras e 15% (1,3 milhão) em lojas físicas.

“De cada R$ 100 roubados de bancos no Brasil R$ 95 são pelo computador ou internet, segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos. Elas acontecem através de fraudes eletrônicas, feitas por internet banking ou cartões”, continua Santoro.

“Tais fraudes provocaram prejuízos de R$ 1,4 bilhão nos bancos. Já os assaltos feitos por quadrilhas nas sedes dos bancos, com explosões de caixas eletrônicos, causaram prejuízos estimados em R$ 75 milhões. Portanto, que o crime está cada vez mais migrando para o mundo virtual.”

Dentre as dicas para se proteger desses tipos de crimes, observar a máquina de crédito e débito. “Observe na hora de usar o cartão se a máquina está do tamanho que deveria ter. Uma máquina alterada costuma receber uma nova peça encaixada, acoplada, que é responsável por ‘roubar’ as informações dos cartões ali inserido. Esse dispositivo deixa a máquina mais alongada e mais larga”, explica Santoro. Com isso, a máquina adulterada faz com que o seu cartão de crédito fique muito mais para dentro do dispositivo que o normal.

No caso de perceber a clonagem, o indicado é pedir o bloqueio e fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil, a fim de que eles possam iniciar uma investigação para identificar os criminosos. A responsabilidade por prejuízos causados pela clonagem de cartões é do banco. O banco é obrigado por lei a ressarcir o consumidor quando comprovada a fraude.

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