Pernambuco segue protocolos nacionais para uso de cloroquina e hidroxicloroquina

Em coletiva, o secretário estadual de saúde esclareceu que a rede de saúde do Estado usa o medicamento da forma indicada pelo Ministério da Saúde

André LongoAndré Longo - Foto: Helia Scheppa

O debate político que se faz em torno da indicação de cloroquina e hidroxicloroquina como meio de tratamento para casos do novo coronavírus foi comentado na coletiva do Governo do Estado de Pernambuco desta segunda-feira (18). De acordo com o Secretário Estadual de Saúde, André Longo, circulam notícias falsas indicando que Pernambuco recolheu o medicamento das farmácias e segue um protocolo que impede a sua utilização por médicos. Contudo, o Estado segue utilizando o medicamento de acordo com as designações do Ministério da Saúde, que indica o uso no ambiente hospitalar, para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Durante a última semana o presidente Jair Bolsonaro têm falado sobre a mudança do protocolo de uso da cloroquina e hidroxicloroquina apenas em ambiente hospitalar. Esta mudança, inclusive, foi indicada como pivô da saída dos dois últimos ministros da saúde. 

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De acordo com André Longo, Pernambuco faz uso do medicamento, mas a quantidade que o governo federal disponibilizou não é suficiente para distribuição em massa."É muito importante que se o Ministério da Saúde mudar o protocolo, que também venham a cloroquina ou a hidroxicloroquina que seja possível dispensar na quantidade exata do que se fizer no protocolo. Por que hoje, no volume que chegou em pernambuco, você só tinha condições de abastecer as nossas unidades hospitalares. Não tinha condição de fazer algum programa para atenção primária, isso exigiria um volume muito grande de cloroquina e de hidroxicloroquina", informou o secretário estadual de saúde.

No Estado, foram recebidas 176 mil unidades da cloroquina. Destas, mais de 140 mil já foram distribuídas para as unidades de saúde. De acordo com André Longo, Pernambuco disponibilizou o Lafepe para produção de medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina, mas não houve iniciativa do governo federal. 

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