Pernambuco testa vacina da dengue

Imunizante nacional, desenvolvido pelo Instituto Butantan, será aplicado em 1,2 mil voluntários no Estado

Obra mostra angústia de Chico, que ficou preso por 9 anosObra mostra angústia de Chico, que ficou preso por 9 anos - Foto: Arthur de Souza

Aproximadamente, 1,2 mil pessoas serão selecionadas em Pernambuco para testar a vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Os trabalhos de teste no Estado serão coordenados pela Fiocruz Pernambuco, que lançam oficialmente nesta quinta-feira (20), o início da fase III dos testes do imunizante.

O evento contará com a presença do diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, do governador Paulo Câmara e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Os voluntários serão selecionados no Engenho do Meio, bairro da Zona Oeste do Recife, que fica próximo ao centro de pesquisas.

Para dar início ao processo de recrutamento, uma equipe de campo visitará moradias do Engenho do Meio, que serão escolhidas por sorteio. “A meta é visitar 1,5 mil domicílios durante todo o processo. Na visita, que ocorrerá à noite, quando a maioria das famílias está em casa, os moradores receberão informações sobre os testes e serão convidados a participar”, explicou o pesquisador da Fiocruz PE Rafael Dhalia, coordenador executivo da fase III no Recife.

Os candidatos devem ser pessoas saudáveis entre 2 a 59 anos, que tiveram ou não dengue. Se atestado a aptidão, a pessoa será vacinada e acompanhada por cinco anos. Os participantes serão transportados para a Fiocruz e de lá para casa de carro e receberão atestado médico para cada dia que precisarem vir ao Centro de Pesquisas. Primeiro serão vacinadas pessoas com idade entre 18 e 59 anos, em seguida os que têm entre 7 e 17 e por último os de 2 a 6 anos.

Essa terceira etapa de testes clínicos da vacina envolverá o total de 17 mil voluntários de 13 cidades nas cinco regiões do País. Do total de participantes, 2/3 receberão a vacina e 1/3 placebo, uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem efeito. A finalidade é descobrir, a partir de exames, se quem tomou a vacina ficou protegido e quem tomou o placebo contraiu ou não a doença.

Os testes já estão em andamento em Manaus (AM), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), em três centros no Estado de São Paulo (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo), em Fortaleza (CE), Aracaju (SE), além de Porto Alegre (RS), Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT). Outras cidades que ainda receberão os experimentos são Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF).

O imunizante brasileiro está sendo desenvolvido em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas: 600 na primeira fase de testes clínicos, realizada nos Estados Unidos pelo NIH, e 300 na segunda etapa, realizada na cidade de São Paulo em parceria com a Faculdade de Medicina da USP e com o Instituto Adolfo Lutz.

Pesquisa
A Justiça Federal autorizou a doação de amostras de maconha à Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) para fins de pesquisa. As espécies doadas serão provenientes de apreensão e servirão para desenvolver tese de doutorado da professora Kátia Simoni Bezerra Lima, que elaborou projeto com o título “Desenvolvimento de fitoterápico anti-inflamatório em forma farmacêutica sólida à base de Cannabis sativa”.

 

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