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Lojas são interditadas e comerciantes contam prejuízos após incêndio no Centro do Recife

Causas do fogo ainda são desconhecidas e devem ser esclarecidas por perícia

Incêndio provocou prejuízos no comércio do Centro do RecifeIncêndio provocou prejuízos no comércio do Centro do Recife - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Comerciantes contabilizaram os prejuízos após o incêndio de grandes proporções que atingiu um prédio desocupado na manhã desta terça-feira (7), no cruzamento entre as ruas da Imperatriz e Sete de Setembro, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. De acordo com o secretário executivo de Defesa Civil do Recife, Cássio Sinomar, duas lojas próximas precisarão ficar interditadas até que os proprietários do prédio atingido pelo incêndio possam garantir a segurança do local.

“Vamos montar o isolamento para permitir a passagem da pessoas, porém vamos manter um trecho isolado ao lado de todo o prédio porque pode cair alguma coisa”, esclareceu Cássio. Bandejas e telas de proteção deverão ser instaladas para que os edifícios possam ser liberados.

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Às vésperas do Dia das Mães, comemorado no próximo domingo (12), lojistas se queixaram da queda no movimento do comércio na região por causa das interdições causadas pelo incidente. As causas do fogo ainda são desconhecidas e devem ser esclarecidas por perícia.

Muitas lojas fecharam as portas e, das que permaneceram abertas, várias funcionavam sem energia elétrica, que foi desligada pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). No início da tarde, horas depois do início das chamas, a gerente de uma loja de utilidades, Denise Gonçalves, contava os prejuízos e aproveitava a redução no movimento para organizar o ponto comercial. “As pessoas estão dentro da loja comprando algumas coisas, mas a gente teve uns 90% de prejuízo e estamos atendendo manualmente apenas”, lamentou.

O lojista de calçados Mário Albuquerque afirma que esperava uma boa semana de vendas por causa do Dia das Mães, mas foi pego de surpresa pela interdição após o incêndio. “Chegou todo mundo com expectativa, mas perdemos o dia. Mesmo com a loja no escuro não deixamos de atender no sacrifício e no esforço”, disse. As interdições também atrapalharam os transeuntes. “Me atrapalhou um pouco, porque precisei pegar um desvio no caminho”, reclamou a dona de casa Genilda Soares.

O Corpo de Bombeiros, que enviou seis viaturas ao local, utilizou 45 mil litros de água para extinguir completamente o incêndio, no final da manhã. Ninguém ficou ferido. No prédio funcionava uma corretora de planos de saúde desativada há cerca de três anos e uma farmácia, também fechada.

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