'Memórias de Pernambuco': projeto cria galeria virtual dos patrimônios vivos do Estado

Com intuito de perpetuar a cultura popular pernambucana, projeto inicia campanha colaborativa nesta terça (1º); J. Borges e Mestre Dila, André Madureira, Claudionor Germano e Maria Cristina Andrade são os primeiros contemplados

Maria CristinaMaria Cristina - Foto: Divulgação

Perpetuar a história da cultura popular de Pernambuco e fincar a identidade artístico-cultural do Estado. Essas são as ideias do projeto “Memórias de Pernambuco - Patrimônios Vivos”, que pretende produzir em uma galeria virtual, trabalhos e depoimentos em formato de minidocumentários, das personalidades que se tornaram patrimônios vivos.

O conteúdo será disponibilizado gratuitamente na internet e com linguagem acessível às novas gerações, que ficarão a par do valor histórico de cada um dos 63 patrimônios vivos reconhecidos legalmente – deste número, doze já se foram, entre eles José Pimentel, Selma do Coco e Ana das Carrancas.

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Para viabilizar o projeto, a partir desta terça-feira (1º), quaisquer pessoas podem contribuir para deixar perene o legado da cultura popular pernambucana. Uma campanha de financiamento coletivo ficará disponível no site Benfeitoria (https://benfeitoria.com/memoriasdepernambuco) e é por meio dele que interessados podem participar. Para cada faixa de colaboração, uma recompensa será dada, em forma de arte.

O projeto

“Memórias de Pernambuco - Patrimônios Vivos” foi o único do Nordeste contemplado na primeira chamada do edital público de Matchfunding que alinha financiamento coletivo e aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na primeira fase do projeto, cinco patrimônios vivos serão contemplados: os xilogravuristas J. Borges e Mestre Dila; o coreógrafo fundador do Balé Popular André Madureira; o cantor Claudionor Germano e a cirandeira Maria Cristina Andrade.

Idealizado pela jornalista e pesquisadora Lydia Barros e realizado pela Associação de Realizadores de Teatro de Pernambuco (Artepe), o projeto tem a produção executiva da Fervo Projetos Culturais, execução do cineasta Rodrigo Barros e da fotógrafa Teresa Maia.

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