Morte de 14 em Milagres: MP do Ceará anuncia criação de comissão especial

Em resposta a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, o Governo do Ceará anunciou medidas sobre as mortes dos reféns em uma tentativa de sequestro na cidade Milagres. No No tiroteio, uma família pernambucana morreu

"A iniciativa contribui para quebra de um ciclo de violência", afirma o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico"A iniciativa contribui para quebra de um ciclo de violência", afirma o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco/arquivo

O Governo do Ceará informou, através de ofício enviado a Pernambuco, que foi instaurado um processo disciplinar para os policiais envolvidos no tiroteio que matou 14 pessoas (seis reféns e 8 suspeitos) durante tentativa de assalto a banco na cidade de Milagres (CE), ocorrido na última sexta-feira (7), e que vitimou cinco pernambucanos de uma mesma família de Serra Talhada. O oficio foi em resposta ao pedido da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado (SJDH) para que o caso fosse transferido para a  Secretaria de Segurança do Ceará.

Em resposta, o Ministério Público do Ceará afirmou que já determinou a criação de uma comissão especial de promotores para atuarem nessas investigações. “O que houve naquela cidade foi uma chacina. A polícia já estava ciente daquela ação e o cenário exigia cautela durante a operação policial", afirmou o secretário Pedro Eurico.

 “Nós temos que defender o direito à vida, o que ocorreu foi um excesso de violência e os responsáveis precisam responder pelo crime que cometeram. Seis inocentes foram assassinados”, disse o secretário. Foram afastados das ruas, segundo o governo cearense, 12 policiais envolvidos no caso. Foi instaurado na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública um procedimento disciplinar, referente a intervenção ocorrida em Milagres.

Os corpos do empresário João Batista Magalhães, de 46 anos, o filho dele Vinícius Magalhães, de 14 anos, a cunhada Claudineide Campos, de 41 anos, o marido dela Cícero Tenório, de 60 anos e o filho Gustavo Tenório, de 13 anos, foram sepultados no último sábado (8). Sob forte comoção, uma multidão acompanhou o transporte dos corpos pelas ruas de Serra Talhada. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos enviará uma equipe do Centro Estadual de Apoio às Vitimas de Violência para prestar a devida assistência aos familiares das vítimas.


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