Motorista é condenado pelo assassinato de operadora de telemarketing

Na sentença, a justiça determinou ao motorista Lenildo Félix a pena de 20 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da operadora de telemarketing Maria da Conceição Bezerra

Júri popular do caso de feminicidio  praticado por Lenildo Félix em 2016Júri popular do caso de feminicidio praticado por Lenildo Félix em 2016 - Foto: Alexandre Aroeira / Folha de Pernambuco

O motorista Lenildo Félix, 51 anos, foi condenado a 20 anos e seis meses pelo assassinato da operadora de telemarketing Maria da Conceição Bezerra. A pena será inicialmente em regime fechado. O julgamento, realizado na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Fórum Thomaz de Aquino, no Recife, foi presidido pela juíza Gisele Vieira de Resende e terminou por volta das 21h desta quinta-feira (23).

Para a família ainda fica a sensação de incompletude. "A gente queria que ele pegasse a pena máxima. Mas que seja de Deus porque a justiça maior vem dele", declarou Jaqueline Bezerra, irmã da vítima.

O julgamento ocorreu após mais de três anos do crime. Em setembro de 2016, Maria da Conceição levou três tiros, um atingindo a cabeça. Ele não aceitava o término do relacionamento. Após o feminicídio, segundo parentes da vítima, Lenildo se feriu e se fingiu de morto, mas, ao ser socorrido, os policiais militares perceberam a farsa e o prenderam depois do atendimento médico.

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De acordo com o depoimento de Jaqueline Bezerra, Lenildo costumava agredir fisicamente Maria da Conceição e a dopava para estuprá-la. Ela contou que, no dia do crime, a filha mais nova do casal estava em casa quando Lenildo chegou e a mandou descer - a menina foi para a casa da avó, que ficava no andar térreo. Em seguida, ouviram-se tiros, e a menina, que na época tinha cinco anos, foi a primeira a ver a cena do crime.

A outra irmã da vítima, Lucineide Bezerra, também destacou o temperamento ciumento e possessivo de Lenildo. "Ele costumava dizer 'se não é minha, não é mais de ninguém'", afirmou. Mas, segundo familiares da vítima, apesar das ameaças, Maria da Conceição nunca prestou queixa na polícia contra Lenildo.

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