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Pernambuco lança a segunda edição do programa Praia Legal

O programa vai realizar ações de combate ao trabalho infantil nas cidades litorâneas de Pernambuco

Campanha Praia Legal do Governo de PernambucoCampanha Praia Legal do Governo de Pernambuco - Foto: Arthur Mota/ Folha de Pernambuco

A edição 2020 do programa Praia Legal, que tem por objetivo o combate e a prevenção do trabalho infantil, foi lançada na manhã desta quarta-feira (5) em Pernambuco. A iniciativa é uma parceria do Governo do Estados com as secretarias municipais de Assistência Social de 13 cidades pernambucanas litorâneas mais o distrito estadual de Fernando de Noronha.

O Praia Legal começa no próximo sábado (8) pelas praias do Recife, seguindo depois para as demais praias do Estado. Desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, o programa terá a distribuição de panfletos informativos aos banhistas e cartazes aos comerciantes das praias sobre os riscos do trabalho infantil. 

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O secretário executivo estadual da Assistência Social, Joelson Rodrigues, ressaltou as dificuldades do combate ao trabalho infantil - uma realidade, segundo ele, encontrada nas classes mais pobres. “É necessário o empenho de todos, um trabalho permanente com os pais, comerciantes e com o setor turístico, para que não consumam o trabalho infantil”, falou o secretário.

O programa, que contribui para a erradicação do trabalho precoce através da realização de ações contínuas e articuladas, possui três eixos de atuação: Prevenção e Articulação; Identificação de Trabalho Infantil e Proteção Social. O público-alvo do Praia Legal são as crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, suas famílias, os comerciantes e o mercado turístico dos municípios participantes.

As dificuldades para identificar e combater o trabalho infantil são grandes, de acordo com a deputada estadual Simone Santana (PSB). Simone, que é coordenadora da Frente Parlamentar da Primeira Infância, reclama a imprecisão na obtenção dos dados sobre o trabalho infantil. Segundo a parlamentar as crianças e adolescentes que fazem trabalhos domésticos e rurais são tidos como invisíveis para as estatísticas. “É difícil identificar porque o trabalho acontece dentro das casas ou em propriedades rurais”, explica a deputada.

O encontro reuniu gestores municipais, profissionais do Sistema Único de Assistência e Rede de Proteção. Na ocasião, foram entregues kits de proteção – como bonés, camisas com proteção UVA manga longa - aos profissionais envolvidos na ação.

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