Público acompanha Queima da Lapinha em noite que encerra ciclo natalino

Um grande público foi prestigiar a celebração que une cultura popular e fé e contou nesta edição com a participação de 11 pastoris

Público dando início ao período carnavalesco, após Queima da LapinhaPúblico dando início ao período carnavalesco, após Queima da Lapinha - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A tradicional Queima da Lapinha, no Pátio de São Pedro, Centro do Recife, ocorreu na noite desta segunda-feira (6). A festividade é responsável por encerrar o ciclo natalino e iniciar o período carnavalesco no Recife.

A celebração é uma tradição religiosa do século 19, trazida pelos jesuítas para o Brasil, cujo simbolismo está relacionado à manjedoura onde nasceu o Menino Jesus e ao dia em que ele foi visitado pelos três reis magos.

Um grande público foi prestigiar a celebração que une cultura popular e fé, e contou nesta edição com a participação de 11 grupos de pastoris. O cortejo saiu do Pátio do Carmo, de onde cordões azuis, encarnados e Dianas seguiram em cantoria até o Pátio de São Pedro, acompanhadas por Mendes e sua Orquestra.

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Para a pensionista Maria José, 67, que acompanha a tradição há mais de dez anos e participa de um grupo de pastoril de terceira idade, curtiu mais uma celebração, “Eu venho com meu grupo, é um caso de alegria e de promessa. O que mais me encanta é a queima da lapinha.”

Na primeira participação de no evento,  a recepcionista Amanda Barboza, 38, levou os quatro filhos. “Gostei do pastoril e da Queima da Lapinha. Trouxe a criançada para conhecer porque nunca viram, então, aproveitei.”

Maria Gabriela, 8, filha de Amanda, gostou da experiência e se divertiu, segundo a menina o que ela mais gostou foi de assistir a queimada e não sentiu medo.

“A queima da lapinha é uma coisa muito boa, porque fala todo ano dessa questão de terminar o ciclo natalino e começar o ciclo carnavalesco. Então, isso para a cultura pernambucana é uma boa, e todo ano eu estou aqui no Pátio de São Pedro pra prestigiar esse grande evento”, relatou o professor de geografia, Fábio Soares de 38 anos.

Ainda segundo Fábio, a festa deste ano foi mais prática. “Antes demorava muito, hoje foi mais dinâmico. Os pastoris eram mais presos, hoje eles estavam mais soltos. Foi tudo maravilhoso. e Pernambuco tem a melhor cultura do mundo!”, disse de forma entusiasmada.

Maria Eduarda, 66, foi pela primeira vez acompanhar a Queima da Lapinha e aprovou o evento. A socióloga foi atraída pela celebração e participou de todo o cortejo. Para ela, é importante manter a tradição. “Quando eu era pequena, na minha rua, há 60 anos, eu participava da Queima da Lapinha. Não era desse jeito, era bem mais simples. em um terreiro de candomblé e depois íamos para a igreja, levávamos uma vela. Esse ano foi muito bonito. A nova geração deve continuar essa tradição e não deve perder essa riqueza”.

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