Quatro suspeitos de receptar combustível roubado e sonegar imposto estão foragidos, diz MPPE

Segundo a investigação, cinco postos estão envolvidos no esquema criminoso

Entrevista coletiva sobre a operação ReditusEntrevista coletiva sobre a operação Reditus - Foto: Lidiane Mota / Folha de Pernambuco

Os detalhes da operação Reditus foram apresentados em coletiva de imprensa pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), nesta quarta-feira (4), no Recife. Dos sete suspeitos de integrar a organização suspeita de receptar combustível roubado e de sonegar impostos, quatro estão foragidos, entre eles, o apontado como chefe do esquema.  Os postos de combustíveis envolvidos são todos localizados na Região Metropolitana do Recife (RMR) e, segundo a investigação, são Oliveira & Pereira, A&P,  Luzes, Arrows e Xavier. 

As investigações iniciaram por causa de uma notificação pelo MPPE ao Posto Oliveira & Pereira LTDA. O estabelecimento, localizado no bairro do Janga, em Paulista, na RMR, possuía um débito tributário superior a R$ 6 milhões. A partir daí, a investigação chegou à organização. Os postos, segundo a operação, recebiam cargas roubadas e, como não lançavam nota, havia a sonegação de impostos, que chegou à casa dos R$ 7 milhões. A operação foi realizada pelo MPPE, através do Grupo de Atuação Especializada de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco); da Secretaria Estadual da Fazenda e das Polícias Civil e Militar do Estado. 

“A partir desse posto, se revelou um esquema muito maior, que se fez necessário deflagrar a operação”, explicou o promotor de Justiça do Gaeco, Frederico Magalhães. Segundo ele, havia um direcionamento para o roubo de cargas. “Era uma ação articulada, que atuava para corromper o mercado consumidor, atuava em deslealdade, causando enormes prejuízos ao Estado. Ao iniciar as investigações, o MP conseguiu identificar que esse posto era apenas uma das empresas componentes de um esquema criminoso, comandado por uma pessoa que rodeava os outros postos”, acrescentou.

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De acordo com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kehrle do Amaral, a importância da operação se dá na tipificação dos crimes, como lavagem de dinheiro, roubo, receptação, organização criminosa. “A investigação não se encerra na execução da operação. Terá continuidade através do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri)”, explicou. Ainda segundo Kehrle, em apenas um dos locais foram apreendidos R$ 70 mil em espécie. “A comercialização era realizada em espécie, com preço bem mais baixo, o que fazia que não passasse pelo Fisco, sem o pagamentos de impostos, havendo também o crime de sonegação fiscal”, acrescentou.

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