Situação de encosta em Nova Descoberta assusta moradores

Chuva causou deslizamento de barreira em Nova Descoberta que comprometeu um passarela e ameaça residência

Barreira desliza em Nova DescobertaBarreira desliza em Nova Descoberta - Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Dez anos depois da construção de escadarias, passarelas e barragens, os moradores da rua Monsenhor Teobaldo Rocha, Nova Descoberta, Zona Norte do Recife, em têm motivos de sobra para se preocuparem em dias de chuva. Isso porque, há três semanas, as telhas da residência de Antônio Dias foram atingidas pela queda de uma encosta que cedeu com a força da chuva.

Com o incidente, a passarela utilizada pela população local ficou comprometida, dificultando a mobilidade. “A sorte foi que não caiu tudo”, descreve Antônio. O morador estava no comércio que abriu na esquina da rua de casa quando ouviu o estrondo. Quando chegou ao local, um grande buraco havia tomado o lugar do que antes era uma passarela e parte da encosta.

A Defesa Civil do Recife foi acionada e, no dia seguinte, instalou lonas para reduzir riscos. Posteriormente, as equipes voltaram ao local e divulgaram uma nota prometendo verificar o que poderia ser feito e as possíveis soluções. A previsão era que um engenheiro compareceria para avaliar as estruturas no dia 30 de abrirl, o que não aconteceu.

Ainda outros problemas são apontados pelos moradores. Na beira da encosta comprometida existem três casas e um coqueiro, que também corre o risco de cair, como relata Aldenice dos Santos, 70 anos, que vive lá há 40. “Além de tudo, tem esse coqueiro que está mofado e corre o risco de cair por cima de uma das casas.” Segundo ela, a responsabilidade da retirada ficou por conta da Defesa Civil.

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O órgão, por sua vez, alega que é dever do dono da propriedade. Aldenice, que estava no quarto durante a queda a encosta, ouviu um estrondo pela manhã e também acionou a Defesa Civil. “Ainda bem que não tinha ninguém em casa, mas a gente ainda fica preocupado”, conta.

“Quem é que dorme desse jeito?”, questiona Claudete de Oliveira, 56, vizinha de Aldenice, que não esconde a preocupação. Ao contrário da residência da vizinha, que construiu um muro alto e uma base de barragem para se proteger, Claudete não tem condições financeiras de fazer o mesmo e sabe o risco que corre. No momento da queda da encosta, Claudete estava saindo de casa e por pouco não foi levada junto com a passarela. “Eu estava trancando o portão de casa e quando guardei as chaves ouvi um barulho. Pensei logo que tinha sido um gás que estourou igual ao que aconteceu em Camaragibe, mas aí eu me virei e vi o buraco. Foi um livramento”, afirma.

Parte do morro ainda se encontra sem lonas e os moradores se sentem desprotegidos. Antônio Dias da Silva afirma que já esperava pela queda. Ele, em conjunto com dois representantes da comunidade, foi quem cobrou da gestão municipal a obra no local há dez anos, mas o tempo atuou no desgaste das escadarias e passarelas que foram feitas.

Em nota, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informou que a Defesa Civil compareceu ao local para a colocação de lonas para evitar mais deslizamentos. Após isso, foi feito o repasse para a Emlurb, que está realizando um levantamento das ações necessárias no local que deve ser concluído até a próxima semana para que, a partir disso, o órgão tome as medidas necessárias.

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