Saúde

Pesquisa ampla relaciona consumo de adoçantes artificiais com risco aumentado de câncer

O aspartame, em particular, foi associado a aumento de 15% no risco de todos os cânceres e de 22% no risco de câncer de mama

Adoçante não calóricoAdoçante não calórico - Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Um estudo realizado com mais de 100 mil pessoas revelou que consumir adoçantes artificiais pode aumentar o risco de câncer. De acordo com a nova pesquisa, publicada na revista Plos Medicine, pessoas que ingerem quantidades acima da média de aditivos alimentares de baixa caloria são 13% mais propensos a desenvolver tumores malignos.

Os cientistas coletaram diários alimentares de 102.865 adultos franceses durante quase oito meses e os ajustaram a outros fatores de risco de câncer, como idade, índice de massa corporal, atividade física e ingestão de gordura.

Eles descobriram que, em particular, o aspartame foi associado a um aumento de 15% no risco de todos os cânceres e de 22% no risco de câncer de mama. Presente em produtos como Zero-cal, o aditivo alimentar também foi associado a taxas mais altas de câncer relacionado à obesidade.
 

As taxas de câncer foram tão altas em consumidores excessivos de adoçantes artificiais quanto em indivíduos que consumiram quantidades acima da média de açúcar. Segundo os autores, isso “sugere que os adoçantes artificiais e a ingestão excessiva de açúcar podem estar igualmente associados ao risco de câncer”.

No entanto, é preciso notar que esse estudo não fornece nenhuma evidência de relação causal entre adoçantes e câncer, nem explica qualquer mecanismo biológico subjacente à aparente relação entre consumo e morbidade. O estudo atual também não aborda o uso de adoçantes naturais, como a stévia. Portanto, ainda não se sabe se elas apresentam riscos semelhantes à saúde.

A conclusão dos autores foi que “descobertas não apoiam o uso de adoçantes artificiais como alternativas seguras ao açúcar em alimentos ou bebidas”. 

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