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Moluscos de Pernambuco são seguros para consumo, conclui Fiocruz

A pesquisa investigou a presença do norovírus, causador da gastroenterite aguda, em moluscos de praias do Estado

Consumo de ostrasConsumo de ostras - Foto: Pixabay

Pesquisa realizada pela Fiocruz Pernambuco concluiu que moluscos do Estado estão livres do norovírus. O vírus, quando infecta humanos, causa gastroenterite aguda, causadora de cerca de 200 mil mortes e 685 milhões de casos no mundo anualmente. Cerca de 17 praias pernambucanas foram visitadas para a realização da pesquisa, e em nenhum animal coletado foi detectado o vírus. 

Essa foi a primeira pesquisa do Nordeste a fazer esse tipo de mapeamento. Com a conclusão negativa para a presença do vírus no litoral de Pernambuco, o consumo dos moluscos se torna mais seguro para a população. “Processamos esses animais e não detectamos o norovírus. Isso é muito bom para o turismo gastronômico do estado e para os catadores porque sinaliza que os animais são seguros para consumo”, informou o coordenador da pesquisa, Lindomar Pena. 

A transmissão alimentar do vírus por parte dos moluscos é da ordem de 14% dos casos em países desenvolvidos, mas a proporção pode ser maior em países de condições de maior vulnerabilidade social. Os moluscos bivalves - nos quais se incluem a ostra e o sururu - são os mais implicados nessa transmissão, pois esses animais possuem hábito alimentar filtrador e podem bioacumular microorganismos presentes nas águas circundantes.

Os animais estudados foram coletados nas praias de Atapuz; Barra de Catuama; Tejucupapo; Itapissuma; Itamaracá; Pilar; Barra de Sirinhaém; Boa Viagem; Brasília Teimosa; Ilha de Deus; Gaibu; Maria Farinha; Pau Amarelo; Porto de Galinhas e Tamandaré entre fevereiro e agosto de 2017. A análise levou em consideração as diversas formas de acesso ao molusco pela população - assim, os animais foram coletados com pescadores, vendedores das praias ou foram coletados direto nas áreas de mangue. 

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