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Saúde

Pesquisa revela que só 17% das pessoas conhecem o principal fator de risco do câncer colorretal

Embora seja uma doença tratável, a demora no diagnóstico pode dificultar os prognósticos

Ao invés de esperar o surgimento dos sintomas, manter rotina de check up aumenta as chances de diagnósticos precoces, melhorando os prognósticosAo invés de esperar o surgimento dos sintomas, manter rotina de check up aumenta as chances de diagnósticos precoces, melhorando os prognósticos - Foto: Pexels

O câncer de cólon e reto é o terceiro mais comum no mundo, mas nem sempre é fácil ou rápido de detectar. Conhecido como uma doença silenciosa, os sintomas podem confundir pacientes e até mesmo médicos, atrasando o diagnóstico. 

Uma pesquisa divulgada nesta semana, com 80 médicos e 401 pessoas da sociedade civil, mostra justamente que falta conhecimento sobre a doença por uma parcela significativa da população. 

Esse trabalho foi feito pela divisão farmacêutica da Bayer, em parceria com a consultoria IQVIA, e reforçou a importância de campanhas como o Setembro Verde, que foca na conscientização sobre o câncer colorretal e de intestino e leva informações valiosas às pessoas.

“O câncer colorretal é também conhecido como câncer de cólon e reto. Ele faz parte de uma variedade de tumores que surgem no intestino grosso, mais especificamente no final do intestino, antes do ânus. Por isso, também o chamamos de câncer de intestino”, explica a médica Renata D’Alpino Peixoto, oncologista especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrinos do Centro Paulista de Oncologia. 

Segundo ela, a doença, na grande maioria dos casos, se inicia a partir de pólipos, que são lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.
 

Dos entrevistados, 52% acreditam que o principal fator de risco para o câncer colorretal é o histórico familiar. Já a idade é o fator menos citado pela população, com apenas 17% das menções. A realidade, porém, é diferente.

“Os principais fatores de risco para a doença são a idade (sobretudo a partir dos 50 anos), excesso de peso e alimentação não saudável”, destaca a oncologista.

“O histórico familiar é importante. Prova disso é que a pesquisa também mostrou que, entre pessoas com histórico na família, o câncer colorretal é o mais comum (36%). Mas, precisamos garantir que pessoas sem histórico da doença na família também estejam atentas aos sintomas e façam exames regularmente”, reforça.

Informações na internet
A pesquisa aponta ainda que a principal fonte de informações das pessoas sobre o câncer colorretal são ferramentas de busca na internet e redes sociais (73%).

E que apenas 60% da população costuma ir ao médico e fazer exames de rotina para prevenir doenças crônicas, protocolo essencial para o diagnóstico precoce e melhores prognósticos.

Exame clínicoFoto: Pexels


Inclusive, uma vez em contato com os médicos, o nível de conhecimento dos pacientes aumenta. Segundo o estudo, 60% dos médicos afirmaram que seus pacientes possuem informações suficientes sobre a doença.

De olho
Mas, afinal, quais são os sintomas aos quais as pessoas precisam ficar atentas? Os pacientes de câncer colorretal relataram algumas mudanças no comportamento intestinal nos últimos seis meses antes do diagnóstico. 

Segundo os dados, entre os principais sintomas relatados estavam sensação de estufamento (54%); diarreia (51%); prisão de ventre (45%); e sensação de não esvaziamento total ao defecar (28%).

A pesquisa qualitativa sobre o mesmo tema, também conduzida pela IQVIA em parceria com a Bayer, mostra também que sangue nas fezes, dor abdominal, hemorroida e gastrite são outros dos sintomas que levam as pessoas a procurarem atendimento médico.

ExamesFoto: Pexels


A identificação de pólipos, formações nodulares e outras alterações nessas regiões são realizadas a partir dos exames de imagem de colonoscopia e endoscopia digestiva alta.

Qualidade de vida 
O câncer de intestino é tratável e muitos avanços foram feitos nos últimos anos, sempre no sentido de dar mais qualidade de vida aos pacientes.

A Bayer, inclusive, tem investido em tratamentos orais. As quimioterapias orais são um exemplo de evolução e inovação nos tratamentos. Além de permitir que o paciente esteja ao lado dos familiares, diminui o tempo em ambiente hospitalar.

“Para garantir que a doença seja detectada precocemente, o mais importante é que as pessoas fiquem atentas às mudanças em suas rotinas intestinais e que se consultem com médicos regularmente, deixando todos os exames em dia. É a melhor forma para ajudar no diagnóstico das doenças silenciosas”, conclui a oncologista. 

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