Conflitos internacionais

Pesquisadores pedem que mundo impeça a Ucrânia de se tornar uma outra Síria

"Desde 2015 vemos práticas da Federação Russa neste conflito (na Síria) que vemos hoje em outro país", afirma pesquisador

Equipes de resgate desmantelando os escombros de uma escola destruída depois que tropas russas bombardearam a cidade de ChernihivEquipes de resgate desmantelando os escombros de uma escola destruída depois que tropas russas bombardearam a cidade de Chernihiv - Foto: STR / Serviço de Emergência do Estado Ucraniano / AF

Pesquisadores que documentaram minuciosamente os horrores do conflito sírio por anos pediram aos líderes mundiais na quarta-feira (9) que façam tudo para evitar que a Ucrânia entre na mesma espiral infernal.

Membros da Comissão Internacional Independente de Investigação sobre a Síria expressaram a esperança de que o desprezo pelas mortes de civis demonstrado pelos militares russos na Síria - onde estão envolvidos na guerra civil desde 2015 - não se repita na Ucrânia, cuja invasão o presidente russo Vladimir Putin iniciou em 24 de fevereiro.

O presidente da Comissão, Paulo Pinheiro, lembrou os milhões de deslocados, os 100 mil desaparecidos, a pobreza massiva e as violações de todos os direitos humanos na Síria, além dos crimes contra a humanidade cometidos durante aquela guerra.

"Só esperamos que os líderes do mundo inteiro façam todo o possível para evitar que seja o mesmo destino da Ucrânia", disse ele durante uma reunião com a imprensa.

As forças sírias e russas "lutando juntas continuaram a bombardear áreas civis densamente povoadas no noroeste da Síria sem cautela", lembrou.

Pinheiro enfatizou ainda que os sírios e russos insistem que a ajuda humanitária saia da capital Damasco, em vez de passar pela fronteira, mas “os seus ataques no noroeste ocorrem ao longo das estradas que deveriam servir para transportar essa ajuda”.

“Desde 2015 vemos práticas da Federação Russa neste conflito (na Síria) que vemos hoje em outro país”, completa Pinheiro, em alusão à Ucrânia.

A missão da Comissão é investigar todas as violações de direitos humanos cometidas na Síria desde o início da guerra, que já dura 11 anos.

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