PF mira policial suspeito de pegar propina em troca de dado sigiloso sobre ações na Amazônia
A investigação teve origem em informações obtidas durante operações de combate ao garimpo ilegal
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (11) a Operação Âmbitus, com o objetivo de investigar a atuação de um grupo suspeito de corromper um policial da própria corporação para obter informações sigilosas sobre ações de fiscalização ambiental na região amazônica.
A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores no montante de R$ 22 milhões.
A investigação teve origem em informações obtidas durante operações de combate ao garimpo ilegal e aponta que integrantes da organização criminosa teriam recebido antecipadamente informações sobre ações policiais e fiscalizatórias, ‘permitindo a adoção de medidas para dificultar a atuação do poder público e assegurar a continuidade das atividades ilícitas’.
Leia também
• Lula diz que EUA mentiram ao taxar Brasil por devastação ambiental e apresenta dados
• Governo amplia proteção ambiental e prepara recuperação de florestas
• Lula diz que Brasil tem a maior 'credibilidade' ambiental do mundo
Entre os alvos da Operação Âmbitus está um servidor público federal, ocupante do cargo de policial federal, suspeito de repassar informações sensíveis em benefício da quadrilha.
A PF também investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro, mediante a utilização de empresas e outras estruturas destinadas à movimentação e ocultação de recursos oriundos do garimpo clandestino.
Os investigados poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.Segundo a PF, a investigação ainda vai ter sequência para identificar ‘todos os envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos’.

