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PF vai comandar investigação sobre incêndio no Museu Nacional, diz ministro

"A coordenação de todo o processo de investigação e perícia é da Polícia Federal. Se [a PF] precisar de suporte, vai pedir às autoridades locais", disse

Ministro da Educação Rossieli SoaresMinistro da Educação Rossieli Soares - Foto: José Cruz / Agência Brasil

O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, afirmou nesta segunda-feira (3) que o comando das investigações em torno do incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, ficará por conta da PF (Polícia Federal).

O palacete imperial de 200 anos foi destruído pelas chamas na noite deste domingo (2). A origem do incêndio ainda é desconhecida. Mais antigo do país, o Museu Nacional é subordinado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e vem passando por dificuldades geradas pelo corte no orçamento para a sua manutenção.

Desde 2014, a instituição não vinha recebendo a verba de R$ 520 mil anuais que bancam sua manutenção e apresentava sinais visíveis de má conservação, como pareces descascadas e fios elétricos expostos.

O ministro afirmou que conversou na manhã desta segunda com o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, sobre a atuação no local. Segundo ele, a investigação ficará com a PF por se tratar de um prédio federal. De acordo com Silva, equipes da Polícia Federal do Rio e especialistas de Brasília já estão no local. Ele ponderou que uma perícia mais aprofundada só será possível após o encerramento dos trabalhos do Corpo de Bombeiros.

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"A coordenação de todo o processo de investigação e perícia é da Polícia Federal. Se [a PF] precisar de suporte, vai pedir às autoridades locais", disse. O ministro afirmou ainda que o governo está em contato com o Congresso para que eventuais recursos para a reconstrução do museu possam ser incluídos no projeto do Orçamento do ano que vem.

Questionado sobre a responsabilidade pela situação do museu, Silva buscou minimizar o papel do atual governo. "A responsabilidade é do governo federal, é da universidade, é da sociedade, mas não é exclusiva de agora. Temos repassado recursos para a universidade", disse.

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