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Vírus

Pico da epidemia de ebola ainda não foi atingido na RDC e surto pode durar um ano, diz Cruz Vermelha

Não existe vacina nem tratamento aprovado contra a rara cepa Bundibugyo, responsável pela epidemia

Uma equipe de médicos vestindo trajes de proteção trabalha em uma zona vermelha dentro do necrotério, fechando um saco para cadáveres contendo os restos mortais de um homem que morreu de doença causada pelo vírus EbolaUma equipe de médicos vestindo trajes de proteção trabalha em uma zona vermelha dentro do necrotério, fechando um saco para cadáveres contendo os restos mortais de um homem que morreu de doença causada pelo vírus Ebola - Foto: Jospin Mwisha / AFP

A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) pode durar mais um ano e ainda não atingiu seu pico, anunciada nesta terça-feira (16) Bruno Michon, chefe de operações da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

“Tememos que essa epidemia dure ainda mais um ano antes de chegar ao fim”, declarou Michon, em entrevista coletiva. Segundo ele, há uma “grave falta de capacidade de diagnóstico”, o que torna “muito difícil saber exatamente até que ponto a epidemia está se espalhando”.

A RDC declarou em 15 de maio um surto de ebola, o 17º registrado no país, e a OMS ativou o alerta sanitário internacional dois dias depois. O surto também chegou ao vizinho Uganda, onde foram confirmados 19 casos, incluindo duas mortes.

Não existe vacina nem tratamento aprovado contra a rara cepa Bundibugyo, responsável pela epidemia. Segundo a OMS, com base em dados das autoridades congolesas, foram registados 808 casos e 192 mortes, taxa de letalidade de 24%.

Para Michon, conter a epidemia exige investir também na confiança da população e no acesso ao terreno. “Sem confiança, não podemos detectar os casos a tempo”, concluiu.

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