EUA

Pivô de escândalo sexual de ex-presidente Clinton estrela campanha de moda para incentivar voto

Marca promete doar 100% dos lucros de uma peça a Vote.org, organização não partidária em defesa do voto nos EUA

Monica Lewinsky no ensaio fotográficoMonica Lewinsky no ensaio fotográfico - Foto: reprodução/Instagram

Monica Lewinsky voltou aos holofotes nesta semana ao estrelar uma campanha de incentivo ao voto para a marca de roupas americana Reformation, lançada na segunda-feita (26). No ensaio, ela — que aos 22 anos foi pivô de um escândalo sexual do ex-presidente dos EUA Bill Clinton nos anos 1990 — aparece vestida como uma executiva de negócios com um horizonte de arranha-céus ao fundo.

"Priorizar as pessoas e o planeta sempre foi uma grande parte do que fazemos. Votar é uma das principais formas de fazer isso", explica a marca em seu site.

Para isso, a Reformation promete doar 100% dos lucros de uma peça da coleção, intitulada "You've Got the Power" ("Você tem o poder", em português), para a Vote.org, organização não partidária dos EUA país que trabalha para incentivar as pessoas a participarem do processo de votação. A marca também fez uma doação de US$ 25 mil para a organização.

Em uma entrevista publicada na segunda-feira na revista Elle, Lewinsky contou que a campanha é uma resposta ao aumento da frustração e da apatia dos eleitores diante da proximidade da eleição presidencial no país, em novembro, que segundo as pesquisas deve repetir a configuração de 2020 com o democrata e atual presidente, Joe Biden, disputando contra o ex-presidente republicano Donald Trump.

— Todos nós precisamos lembrar uns aos outros que não podemos deixar que isso nos impeça de votar, que é assim que usamos nossa voz. É aí que está o nosso poder — disse ela à revista.

Em comunicado, Lewinsky acrescentou que o cenário é particularmente preocupante neste ano: "Votar é sempre importante, mas os riscos são especialmente altos este ano, com a frustração e a apatia dos eleitores ameaçando afetar significativamente o comparecimento às urnas."

Em 1995, Lewinsky, então com 21 anos, começou a trabalhar na Casa Branca em um estágio de verão não-remunerado. A sua vida seria transformada poucos anos depois, quando veio a público o caso que ela mantinha com Clinton, 27 anos mais velho do que ela. O escândalo levou a um processo de impeachment, em 1998, do chefe de Estado, que acabou absolvido no Senado. Lewinsky, no entanto, demorou para ser inocentada pela opinião pública.

— Da noite para o dia, passei de uma figura completamente privada para uma figura humilhada publicamente — disse ela em um TED Talk de 2015. — Era fácil esquecer que 'aquela mulher' era dimensional, tinha uma alma e já foi inquebrável.

Em 2018, ela declarou que o relacionamento entre os dois constituía um "grave abuso de poder" por parte de Clinton, afirmando que ele era "o homem mais poderoso do planeta... com experiência de vida suficiente para saber o que é melhor".

Desde 2014, ela é uma ativista contra o cyberbullying, chamando a si mesma de "paciente zero" da prática. Atualmente, ela também é uma militante contra o assédio e consultora estratégica da organização antibullying Bystander Revolution.

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