Plano de assalto à Brinks era repleto de detalhes

A polícia encontrou em um galpão um mapa que mostra o entorno da empresa de segurança de valores, munições calibres

Polícia recolheu evidências no galpão que serviu de base ao bandoPolícia recolheu evidências no galpão que serviu de base ao bando - Foto: Rafael Furtado

 

A rapidez, a gama de recursos empregados, a execução minuciosa e o sucesso na fuga reforçam a tese de que o assalto à Brinks no Recife foi muito bem planejado. O bando tinha como base um galpão na Rua Gustavo Pinto, 90, no bairro de Jardim São Paulo (Zona Oeste), a cerca de um quilômetro do local do roubo, alugado há duas semanas.

Lá a polícia encontrou um mapa que mostra o entorno da empresa de segurança de valores, munições calibres .556, .762 e 9 mm, maçaricos, combustível, máscaras de gás, fardamento, botas do Exército, uma furadeira, uma mala, quase dez litros de energético, latas de refrigerante com gasolina, garrafas d’água, carregadores de celular, ferramentas de carro, balaclavas, spray e coletes à prova de balas.
Os bandidos - alguns supostamente com sotaques do Sul e Sudeste do Brasil, de acordo com testemunhas -, todos vestidos com roupas pretas, chegaram à vizinhança da sede da Brinks, na avenida Recife, no bairro da Estância, por volta das 3h da madrugada da última terça-feira (21)

. Enquanto alguns dos criminosos bloqueavam as vias de acesso no percurso da fuga, principalmente com veículos incendiados, outros se dirigiram a um posto de combustível ao lado da empresa-alvo onde renderam quatro funcionários e um vigilante e destruíram as câmeras de segurança do estabelecimento. Em seguida, explodiram o muro entre o posto e a Brinks.

Só então fizeram uso também de explosivos para ter arrombar a parede que dava acesso à área de cofres. A essa altura, a PM já havia chegado ao local e trocava tiros com parte dos ladrões. Os disparos foram ouvidos com intensidade no silêncio da madrugada num raio que compreende nove bairros.

Num primeiro momento foi divulgado que os bandidos teriam roubado cerca de R$ 60 milhões e conseguido fugir, informação que foi desmentida pelas autoridades estaduais. Na versão oficial, o acesso ao cofre principal, em que estaria o maior montante de dinheiro, haveria sido frustrado. Na fuga, os criminosos abandonaram sete veículos, quatro próximo à Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, e três no bairro do Curado.

 

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