Plataforma eletrônica de prontuários médicos nas UBS deve ser adotada em 60 dias

Das 41,6 mil Unidades Básicas de Saúde em funcionamento em 5,5 mil municípios do país, 76% ainda registram histórico de pacientes em papel

Thelma & LouiseThelma & Louise - Foto: Fox Film do Brasil/Divulgação

Na tentativa de pôr fim ao prontuário manual, cadastro que detalha o histórico do paciente nas unidades básicas de saúde (UBS), o Ministério da Saúde (MS) decretou que os municípios de todo o país tem 60 dias para adotar uma plataforma eletrônica que realize o serviço de forma online.

De acordo com o MS, com o sistema, os dados e resultado de exames dos pacientes, a disponibilidade de medicamentos ou registro das visitas de agentes de saúde poderão ser acompanhados em todos os serviços de saúde da cidade.

Das 41,6 mil UBS em funcionamento em 5,5 mil municípios do país, 76% delas ainda registram o histórico do paciente em papel. No Estado de Pernambuco, mais da metade das unidades não possuem o prontuário eletrônico, ao todo são 745 unidades básicas de saúde, mas apenas 262 possuem o serviço eletrônico.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife das 122 Unidades de Saúde da Família, 62 unidades foram informatizadas, e em 18 delas foi implantado o prontuário eletrônico. Ainda de acordo com o órgão as unidades construídas nessa gestão, como é o caso das Upinhas, já são inauguradas completamente informatizadas.

A Secretaria informou também que “o plano para informatizar e estruturar todas as unidades da rede, para que realizem o atendimento utilizando a tecnologia, está sendo executado de médio a longo prazo”.

A reportagem visitou alguns postos de saúde da cidade do Recife, dentre eles as unidades da saúde da Tamarineira e da Mangabeira, ambos ainda registram o histórico do paciente no papel. Para a recepcionista da Unidade Básica de Sáude da Família da Mangabeira, Aurizânia Rodrigues, o novo sistema pode beneficiar, mas ela acredita que o papel não vai ser extinto das unidades.

“Vai ser bom porque o paciente agora vai ser informatizado, mas tudo isso tem um custo elevado, porque cada médico terá que ter um computador na sua sala, vai ter gasto de dinheiro com impressora, cartuchos e papel para imprimir o prontuário do paciente. Acho que de todo jeito sempre vai ter papel, o paciente precisa desse registro em mãos”, ressaltou destacando que em dois meses vai ser quase impossível mudar todo o sistema no posto em que trabalha.

O Ministério da Saúde informou que os municípios que não se adequarem à proposta terão os repasses bloqueados, no entanto, as cidades que apresentarem dificuldades para implantar a nova versão da plataforma devem informar ao Departamento de Atenção Básica (DAB), onde passarão por uma análise.

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