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Polêmica do Atletiba coloca federações em xeque

O dia em que uma federação ajoelhou-se diante da Rede Globo, voltando-se contra seus filiados

José Neves CabralJosé Neves Cabral - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

O clássico entre Atlético e Coritiba, previsto para domingo (19), na Arena da Baixada, não foi realizado. E entrou para a história como o dia em que uma federação ajoelhou-se diante da Rede Globo, voltando-se contra seus filiados. A proibição do jogo em si, utilizando-se de uma filigrana do regulamento para evitar a transmissão online, acordada pelos dois clubes, expôs a relação espúria entre uma entidade responsável pela gestão do futebol no seu estado e uma emissora de tevê, que não aceita um não nas negociações. Desconfio que a FPF (Federação Paranaense de Futebol) deu um tiro no pé e saiu do episódio bem menor do que entrou.

Deixou aos clubes, razão de sua existência, a nítida impressão de que não serve mais ao objetivo para o qual foi fundada: protegê-los e buscar sempre o melhor caminho para o desenvolvimento do campeonato estadual e de seus filiados. A partir daí, podemos concluir que a gestora pode estar virando um doente em estágio terminal. Dirigentes de Atlético e Coritiba, dois dos principais clubes do Paraná e com títulos brasileiros em sua história (Coxa, em 1985, e Furacão, em 2001), poderão muito bem, agora, incitar a criação de uma Liga ou coisa que o valha, já que a federação "suicidiou-se" moralmente.

O imbróglio é simples: coritibanos e atleticanos não aceitaram vender a transmissão dos jogos para a Rede Globo. Acharam pífia a proposta da emissora e resolveram bancar por conta própria a transmissão, usando seus canais online. A audiência já estava em 145 mil pessoas, quando a FPF lançou mão do artifício para não realizar a partida. Os profissionais contratados para a transmissão não haviam se credenciado 48h antes, como determina o estatuto da gestora. Por trás do ardil estava a imposição da emissora, de acordo com os cartolas dos dois clubes.

Clássico sem brilho

Santa Cruz e Sport fizeram, sábado, um clássico para ser esquecido. Tecnicamente, fraquíssimo. Como destaque positivo, o golaço de Diego Souza. Negativo: a atuação do árbitro Sebastião Rufino Filho, que se mostrou desequilibrado nas decisões e acabou enervando os jogadores. Entre os tricolores, dois jogadores chamaram a atenção pelo bom futebol, o meia Thomas e o atacante Halef Pitbull. O Sport pagou pela acomodação. Após abrir o placar, resolveu brincar com o rival, que estava inferiorizado numericamente. Sofreu o empate e por pouco não foi derrotado. Aliás, a defesa rubro-negra continua igual ao ano passado, muito fraca.

Na balada

Pipocou nesta segunda-feira nas redes sociais, um vídeo de André, do Sport, deleitando-se no que, supostamente, seria o Olinda Beer. O atacante já errou duas penalidades neste seu recomeço no Sport e imagens desse tipo não pegam muito bem para um jogador contratado por R$ 5 milhões e, que, teoricamente, voltou ao clube para resolver o problema do ataque. Tudo bem que ele estava de folga, mas a divulgação das imagens só vai aumentar a cobrança da torcida em relação ao atleta a partir de agora.
agorinha

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