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Polícia apresenta perfil de "Bebê do Crime", suspeita de assaltos

Com a divulgação da foto, polícia acredita que outras vítimas poderão aparecer para prestar queixa contra Steffany

Steffany Azevedo dos Santos, conhecida com "Bebê do crime"Steffany Azevedo dos Santos, conhecida com "Bebê do crime" - Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Pernambuco apresentou, nesta quarta-feira (15), uma suspeita de cometer assaltos a ônibus no Recife. Steffany Azevedo dos Santos, de 20 anos, conhecida como “Bebê do Crime” ou "A criticada da gueixa", havia assaltado uma policial militar à paisana no dia 13 de Janeiro em um coletivo da linha Barro/Macaxeira na companhia de uma adolescente.

A suspeita foi presa no último dia 10 e a grande quantidade de tatuagens no corpo dela foi importante para o seu reconhecimento em um bloco de Carnaval no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. A Policia acredita que com a divulgação da foto dela, outras vítimas poderão aparecer para prestar queixa contra Steffany.

Na ação do dia 13 de Janeiro, segundo a polícia, Steffany invadiu o ônibus próximo ao residencial da Várzea na rua Afonso Olindense. Ela contou com a ajuda de uma adolescente que ficou na porta impedindo que o motorista fechasse a porta para, assim, facilitar a fuga. Steffany entrou e foi direto em cima de uma policial a paisana que estava voltando da faculdade. Segundo a Polícia, ela teria escolhido a vítima porque a PM havia chegado na parada de ônibus com o celular na mão.

“Não foi nenhum tipo de ação planejada contra a PM, foi coincidência, afirmou o Major Amaral Neto do 12º BPM. Steffany usou o que ela diz ser um simulacro para ameaçar a vítima, mas a polícia acredita que era mesmo um revólver, que a suspeita ostentava com fotos nas redes sociais. Ainda de acordo com Amaral Neto, a PM estava armada, mas preferiu não revidar. “Ela calculou os riscos para a segurança dos outros e não reagiu”, afirmou. “Ela pode ter participado de outros assaltos e as pessoas que reconhecerem podem denunciar’, concluiu.

De acordo com o delegado Bruno Magalhães da delegacia da Várzea, a grande quantidade de tatuagens ajudou a identificar a mulher. “A empresa de ônibus não guardou as imagens internas do coletivo, mas a PM identificou algumas tatuagens que foram identificadas em Steffany. No último dia 5, ela participou de um bloco chamado CDU Folia na Várzea e as câmeras de segurança da SDS localizaram ela. Depois, ficamos monitorando e, quando foi expedido o mandado de prisão, fomos até a casa dela e a prendemos”, afirmou. A mulher foi levada para a Colônia Penal Feminina Bom Pastor.

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