Polícia cumpre mandados de prisão e busca do caso Marielle Franco

Investigações se estendem há nove meses. Autoridades declararam estar perto do fim ao menos cinco vezes

Nesta sexta (14), completam 9 meses da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e seu motorista Anderson Gomes — assassinados em 14 de marçoNesta sexta (14), completam 9 meses da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e seu motorista Anderson Gomes — assassinados em 14 de março - Foto: Mídia Ninja

A Polícia Civil cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão nesta quinta-feira (13) ligados às mortes da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, há nove meses sem solução. Agentes da Divisão de Homicídios estão atrás de 15 endereços, segundo a TV Globo.

A assessoria da Polícia Civil disse que ainda não tem a confirmação da ação e que aguarda um posicionamento da delegacia. Procurado, o delegado Giniton Lages, que comanda as investigações, também não respondeu.

Segundo a reportagem, os policiais estão em 15 endereços espalhados pelos estados do Rio e de Minas Gerais: na zona oeste do Rio, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), Angra dos Reis (sul do estado), Petrópolis (região serrana) e Juiz de Fora (MG).

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Os mandados fariam parte de um outro inquérito — o do caso Marielle ainda não foi concluído —, mas teriam ligação com os assassinatos, que ocorreram em 14 de março no centro da capital e completam nove meses nesta sexta-feira (14).

Marielle e Anderson foram mortos no dia 14 de março. Desde então, autoridades declararam que o caso estava perto do fim ao menos cinco vezes, mas poucas informações concretas foram divulgadas. O que as provas indicam até agora é que foi um crime calculado e sofisticado.

A principal linha de investigação continua apontando para o vereador Marcello Siciliano (PHS) como mandante do crime por supostas desavenças com Marielle na zona oeste do Rio, o que ele nega desde o início. Há outras linhas, porém, segundo inquérito de milhares de páginas obtidas pela TV Globo e ainda não concluído.

O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, chegou a dizer em entrevista à Globonews que "não é um crime de ódio", que "a milícia, com toda certeza, se não estava no mando do crime em si, está na execução" e que "provavelmente" há políticos envolvidos.

Já o delegado responsável pela apuração, Giniton Lages, se limitou a responder à reportagem que a equipe "está convicta de que o sigilo é medida fundamental e inafastável para o sucesso das investigações".

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