Polícia diz que prendeu " Al Capone" de Olinda

José Luiz Vilela de Faria, conhecido como "Dodi", chefiava quadrilha apontada como responsável por homicídios, roubos e tráfico de drogas

Delegado Gilmar RodriguesDelegado Gilmar Rodrigues - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Polícia Civil apresentou na manhã desta segunda-feira (10) o esquema de uma quadrilha que praticava homicídios, roubos e tráfico de drogas na região de Peixinhos, Olinda. De acordo com os investigadores, o líder do grupo, José Luiz Vilela de Farias, o Dodi, de 36 anos, articulava  todo o esquema criminoso. “Foram quatro meses de investigação mostrando o Al Capone de Olinda (em referência a gângster ítalo-americano). Isso pelo poder de comando que ele tinha, poder de armamento, e o dinheiro que possuía. Ele detinha o comando, mesmo dentro do sistema penitenciário controlava o crime aqui fora.” contou o delegado Gilmar Rodrigues.

A prisão de Dodi, faz parte da Operação Tarrafa, que envolveu 150 policiais, desenvolvendo 20 buscas e apreensão,e efetuando a prisão de 26 criminosos, 6 destes já estavam em regime semiaberto. A quadrilha é responsável por 34 homicídios, sendo 19 deles cometidos em Peixinhos. Foram apreendidos com eles armas, drogas e munições. O grupo não só realizava homicídios e roubos, como também alugava armas a outros grupos.

Segundo o delegado Gilmar Rodrigues, o líder da quadrilha é extremamente perigoso e tem as práticas de roubos e homicídios como hobby. “O Dodi é um homicida em potencial, muito inteligente, frio, calculista e que não tem vícios. O hobby dele era matar e roubar. E ele não só roubava as lotéricas, casas comerciais, mas ele roubava outros bandidos. Ele invadia as bocas de fumo, local de tráfico, roubava a droga, roubava as armas e na maioria das vezes ele executava aquele que estava tomando conta da droga”, detalhou o delegado.

Por ser um presidiário que estava no regime semiaberto, Dodi precisou de auxílio para poder realizar os crimes. "Ele tem um grande aparato junto dele de policiais militares e a agente penitenciários, e agentes da guarda de Olinda. Porque ele é um agiota em potencial, é um sistema financeiro ambulante", afirmou Gilmar Rodrigues.

Devido a toda a articulação do líder da quadrilha no Estado, o delegado falou que será prejudicial para a operação sua permanência no sistema penitenciário de Pernambuco. "Ele não pode ficar em Pernambuco ou o trabalho vai ser todo prejudicado. É um grande articulador do crime, gerente do crime em Olinda, muito considerado por por todos os soldados do crime” , completou.

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