Polícia identifica cinco envolvidos em estupro coletivo de adolescente no Rio

De acordo com a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), entre os envolvidos há adolescentes infratores

Moradores do Rio de Janeiro fizeram passeata pela paz no domingo (7)Moradores do Rio de Janeiro fizeram passeata pela paz no domingo (7) - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou nesta segunda-feira (8) pelo menos cinco envolvidos no crime de estupro coletivo de uma adolescente na Baixada Fluminense. De acordo com a delegada Juliana Emerique de Amorim, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), entre os envolvidos há adolescentes infratores.

A delegada criticou prejulgamentos da vítima na internet ao lembrar que a adolescente violentada tem apenas 12 anos. “Ela em nenhum momento deu a anuência para o ato, até porque a própria lei já diz que na idade dela é estupro de vulnerável”, disse a delegada. “Estamos falando de uma menina, ela está abalada. É tudo um grande susto na vida de uma adolescente e é muito ruim a existência de julgamentos na internet, até em seu círculo de amizades”, acrescentou.

A vítima passou hoje por entrevista investigativa, fez exame de corpo de delito e recebeu um coquetel de remédios para tentar evitar contágio de doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo a delegada, a investigação está avançada. “Também estamos com um grupo de pesquisa para observar Facebook, redes sociais, para ver o que estão comentando a respeito e ver se há algum tipo de ameaça a essa vítima.”

A titular da DCAV alertou que quem divulgar o vídeo do crime, se identificado, pode ser responsabilizado criminalmente, com pena de reclusão de três a seis anos, em caso de condenação. Quem for identificado com vídeo pornográfico no celular ou no computador envolvendo menor de idade pode responder por crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, com reclusão prevista de um a quatro anos.

Programa de proteção
A adolescente e a família dela entraram no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM). Eles serão encaminhadas para um local sigiloso e receberão assistência jurídica, social e psicológica.

O crime começou a ser investigado na última sexta-feira (5) depois que uma tia da menina levou o caso à DCAV. O crime foi gravado pelos agressores e postado no Facebook. No vídeo, quatro homens mantêm relação sexual com a garota, além da pessoa que grava as cenas. A delegada informou que o crime ocorreu na semana passada em um município da Baixada Fluminense.

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