Polícia instaura inquérito para investigar suspeito de agredir jovem em lanchonete

Apesar de as imagens gravadas por pessoas que estavam no local não deixarem dúvidas acerca da agressão, são necessários os laudos para que a polícia possa interrogar o suspeito, que ainda não foi ouvido

Homem agrediu jovem de 17 anos em lanchonete na Zona Sul do RecifeHomem agrediu jovem de 17 anos em lanchonete na Zona Sul do Recife - Foto: Reprodução/Internet

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) aguarda resultado de exames para definir qual a tipificação do crime cometido pelo comerciante Wenceslau Santos, 37 anos, suspeito de agredir um adolescente, na última quarta-feira (2), em uma lanchonete em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Apesar de as imagens gravadas por pessoas que estavam no local não deixarem dúvidas sobre a agressão, são necessários os laudos para que a polícia possa interrogar o investigado, que ainda não foi ouvido.

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O chefe da PCPE, Joselito Kehrle, explica que os pais do adolescente agredido já prestaram depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). “Ele compareceu lá com os pais e depois foi encaminhado para exame traumatológico. O adolescente também passará pela avaliação de um otorrinolaringologista, uma vez que ele se queixa de dores no ouvido”, disse. “A partir desses laudos, que têm prazo de dez dias para serem entregues, nós nos posicionaremos quanto à tipificação”, acrescentou o delegado.

Joselito aproveitou para agradecer as filmagens feitas pelo público. “Parabenizo quem gravou. É importante que a sociedade fique indignada com essa situação e colabore com a polícia. Os vídeos foram de relevante importância para a investigação. Eles mostram a covardia e a violência do autor em relação à vítima”, pontuou.

O delegado ainda não comenta a possibilidade de prisão. “Depende das lesões causadas. Por isso que é importante o resultado dos exames e da avaliação do otorrino”, finaliza.

A defesa de Wenceslau emitiu nota à imprensa, em que explica que o homem "em momento algum teve qualquer intenção de gerar conflito" e que se ele "pudesse voltar atrás teria controlado melhor a situação". A advogada dele, Isabel Mota, esteve na DPCA na sexta e afirmou que o homem está arrependido do que fez. O homem e sua família estariam sofrendo ameaças de morte desde que começou o caso.

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